Unicentro contribui com o ecossistema de inovação a partir da Novatec

Núcleo de inovação tecnológica foi criado em 2005 e já ajudou no desenvolvimento de diversos projetos e ideias de alunos e empreendedores da comunidade

A Novatec, agência de inovação da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), existe há 17 anos. Desde seu surgimento, vem se mostrando um importante mecanismo para o desenvolvimento de novas ideias que surgem dentro e fora do ambiente da universidade. Atualmente, a Agência tem como coordenador o professor Maico Taras da Cunha

Ao CORREIO, a advogada e diretora de propriedade intelectual da Agência, Claudia Crisostimo, explicou o que faz a Novatec e de que forma auxilia no desenvolvimento de ideias. Ela aponta que, ao contrário do que muitos pensam, a Agência não se resume à Integ, que é a incubadora de projetos. 

“A principal função do NIT [Núcleo de Inovação Tecnológica] até 2016 era o depósito de patentes e proteção da propriedade intelectual. Na Unicentro, o NIT já foi criado na forma de agência porque nós já abraçamos várias funções, várias diretorias e divisões. Nossa agência tem quatro unidades administrativas”, conta.

As quatro divisões a que ela se refere são a Central de Análises, a divisão de Projetos Tecnológicos, da Propriedade Intelectual e a da Incubadora. Todas têm parcerias com o setor público e privado, principalmente órgãos ligados ao ecossistema de inovação. 

INCUBADORA

Apesar de todos os setores terem uma parcela de benefício à comunidade, a incubadora, ou Integ, é a que atende mais diretamente a projetos internos e externos. 

“Para quem entra, nós temos o espaço cowork, aulas com mestrados parceiros dando consultoria. Aqui nós podemos receber projetos da comunidade, mas isso tudo em um programa de incubação, com processo seletivo”, afirma. A Feira de Ideias, promovida anualmente, chega a receber 70 inscrições e, segundo Cláudia, pelo menos três entram para incubação e recebem acompanhamento.

As startups que chegam até a Integ passam a ser auxiliadas de diferentes formas, desde a criação de networking, até no recebimento de mentorias, capacitação e apoio na validação dos produtos. “A gente acompanha o negócio, o desenvolvimento, as áreas que estão precisando”. Os projetos ficam em torno de dois anos, dependendo da tecnologia a ser desenvolvida.

Conforme Cláudia, as características da Unicentro, por abrigar cursos de várias áreas, acabam também diversificando as ideias que chegam até a Agência. “A gente tem uma comunidade científica de diversas áreas, então temos ideias da agronomia, engenharia de alimentos, química, principalmente no desenvolvimento de produtos tecnológicos”, conclui.

EMPRESA

Criada em 2019 pelo professor Wellington Barbosa da Silva, a Prospecta surgiu para atender uma demanda na região: a falta de serviços voltados às áreas de geologia e geofísica. Junto com o sócio Victor Pereira Coelho, que é geólogo, Wellington atende o setor público e privado. 

A incubação junto à Integ ocorreu em 2020, depois que a empresa já estava em atividade. “Eu tinha vontade de incubar, de tentar encaixar minha empresa dentro da Novatec. Então comecei a estudar, tentar entender como funcionava a Integ”, explica Wellington.

De acordo com o professor, ele percebeu que precisava apresentar algum projeto que fosse interessante e inovador. “Dentro dessa ideia de inovação, nós começamos a desenvolver alguns produtos, a trabalhar com alguns materiais para purificação, descontaminação de águas. Então são materiais novos. São argilas que têm um potencial inovador por conta do baixo custo, da tecnologia que está sendo empregada, do processo que está sendo empregado para a remoção dos contaminantes. Nosso interesse é tentar ajudar as pessoas, as prefeituras, na descontaminação de águas com um produto de fácil acesso, tecnológico e que resolva o problema”, afirma. 

Após a incubação, Wellington destaca que receberam ajuda para entender como fazer e quais caminhos tomar para chegar até o produto. Hoje, além de Wellington e Victor, atuam na Prospecta os geógrafos Murilo e Clarice, e o químico Daniel. 

Para Wellington, o momento que Guarapuava está vivendo em relação à inovação é muito bom. “Nós conseguimos ver que Guarapuava deu um salto nos últimos anos, e está se adaptando a esse ambiente de inovação. Vejo isso com bons olhos e a empresa está tentando se inserir nessa área a partir de pesquisas dentro da própria empresa. Nós esperamos que o que nós estamos propondo com essas pesquisas seja algo que vá render bons frutos”, finaliza.