Conferência Guarapuava 2035: planejando a cidade do futuro

A conferência criou um Fórum com 27 instituições do município e, durante 50 dias, foram realizados 42 eventos entre palestras e oficinas. No fim, serão selecionados dez programas para o plano de ação

O ano de 2035 pode parecer distante, mas é um “ponto de chegada” em diversas ações desenvolvidas na famosa “terra do lobo bravo”. No momento em que a cidade completa 202 anos, os guarapuavanos passam a olhar e planejar o futuro. 

A Conferência Guarapuava 2035 começou no dia 19 de outubro buscando unir as lideranças do município para propor ideias e construir projetos para um plano de ação. Aliado a isso, um Fórum composto por 27 instituições dará corpo às iniciativas. A programação teve, ao longo de 50 dias, 42 eventos como palestras e oficinas. 

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sávio Denardi, o intuito é envolver toda a sociedade guarapuavana no quesito da inovação. “Essa Conferência busca ampliar os contatos envolvendo todos os professores universitários, todas as classes de ensino, e as entidades através de um aplicativo, de uma forma moderna para que todos possam construir a Guarapuava que queremos para 2035”, diz. 

Na avaliação do titular da pasta municipal, que tem papel fundamental no desenvolvimento da Conferência, é preciso união e consenso dos envolvidos para chegar ao objetivo final. “Nós já temos um Fórum de Inovação onde são discutidos os planos para onde a cidade deve seguir”, acrescenta. “É cada um assumir seu papel real para que juntos cheguemos lá com uma inovação, com um ecossistema fortalecido.”

INOVAÇÃO

E, como não poderia ser diferente, todas as ações oriundas da Conferência terão foco em ciência, tecnologia e inovação. 

O gestor de projetos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR), Agenor Felipe Krysa, explica que as propostas devem pensar na formação do profissional do ano de 2035.

“São projetos que começam daqui um ano e terminam em 2035. Nós estamos olhando para os negócios, a formação de profissionais e a ocupação de pessoas que vão fazer parte de uma nova economia”, diz o consultor.

PLANEJAMENTO

Já a coordenadora do programa Emprime, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Ana Cláudia Klosouski, explica que a Conferência permite o planejamento em várias instâncias. “Nós estamos num momento especial. Eu vejo Guarapuava em um momento especial do amadurecimento do ecossistema de inovação, de união de forças”, afirma, citando iniciativas voltadas, por exemplo, à legislação que favorece o incentivo à inovação.

Quando questionados sobre o motivo de o ano 2035 ter sido escolhido como meta ideal, os organizadores explicam que, inicialmente, a ideia era que os programas de inovação se desenvolvessem até o ano de 2050. Mas, para que Guarapuava seja uma referência no país em inovação e qualidade de vida, foi necessário encurtar o caminho pela metade.

FÓRUM

Pensando no futuro, todos os projetos visam focar em ciência, tecnologia e inovação. Para isso, o Fórum formado por 27 instituições da sociedade atua como articulador, buscando meios para potencializar a ação e as parcerias adequadas para cada proposta. 

Em termos práticos, essa rede de contatos busca parceiros para a execução de projetos, organização de ideias e direcionamento da estratégia.

Esse planejamento está focado para os negócios da nova economia, para tal, busca-se a formação de profissionais que tenham conhecimento e formação para trabalhar em ações que visam uma cidade inteligente. 

“Nós vamos ter projetos na área de educação, na área de empreendedorismo, na área de negócios, na área de formação profissional, ou seja, são diversas áreas que vão receber atenção especial dentro da conferência”, cita Agenor.

No primeiro momento, os projetos fazem parte estruturante deste ecossistema de inovação; são as propostas que atuam na área da legislação e políticas públicas. Por meio de movimentos do poder público, são criadas leis junto com o empresariado da cidade para facilitar o acesso ao negócio e ao mercado. Consequentemente, alcançar um cenário atrativo para investidores em Guarapuava.