Hospitais de Guarapuava recebem equipamentos para novos leitos de UTI

Foram entregues 20 kits ao Hospital São Vicente de Paulo, que foram distribuídos entre a própria unidade hospitalar, o Hospital Regional e o Instituto Virmond; novos leitos deverão fortalecer a estrutura de combate à doença

Os hospitais São Vicente de Paulo (HSVP), Regional (HR) e Santa Tereza (HST) receberam equipamentos que irão auxiliar na abertura de mais leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atendimento à Covid-19 pelo SUS.

Através de um convênio com o Governo Federal, o São Vicente adquiriu 20 kits de respiradores e monitores, que inicialmente seriam destinados ao Cancer Center. Agora, 10 ficarão com o HR, cinco com o HST e o restante com o HSVP.

Durante a entrega dos equipamentos, em entrevista coletiva, Eduardo de Franco Borges, diretor clínico do São Vicente, afirmou que além das terapias intensivas, também serão disponibilizadas novas enfermarias.

“A gente acredita que esses pelo menos 15 leitos imediatos e mais provavelmente três ou quatro leitos [no HSVP], devam suprir boa parte da nossa demanda de paciente de Covid”, acrescentando que a situação de Guarapuava não é confortável. “Nós temos 100% de ocupação no HR e o HSVP, que vem atendendo Covid desde o início da pandemia, há um ano, tem a sua UTI de atendimento à Covid com 140% de ocupação”.

De acordo com o diretor, nenhum paciente ficou sem atendimento na unidade hospitalar. “Todo mundo tem sido atendido graças aos esforços conjuntos de várias pessoas”, completou.

Eduardo de Franco Borges, diretor clínico do São Vicente, afirmou que além das terapias intensivas, também serão disponibilizadas novas enfermarias (Foto: Assessoria)

PREVISÃO
Com os novos equipamentos, o Hospital Regional de Guarapuava poderá aumentar sua oferta para 40 leitos de UTI – hoje 30 são disponibilizados para toda a região. Contudo, o funcionamento deve levar alguns dias, pela falta de um médico intensivista.

“Todos estão em busca disso, organizando essa escala. Não é uma exclusividade de Guarapuava ou do Paraná. É um problema nacional, mas muito provavelmente será resolvido e a gente imagina que daqui sete ou 10 dias a gente tenha esses leitos abertos”, disse.

Com o HR atingindo sua capacidade máxima, os outros hospitais do município também atenderão pacientes com Covid-19 – daí a importância dos equipamentos.

No caso do São Vicente, o diretor clínico explica que, mesmo não tendo leitos credenciados atualmente, há quatro semanas presta atendimento ao SUS.

ATUAÇÃO
Ao CORREIO, o professor Huberto Limberger, provedor do HSVP, afirmou que a entidade tem “corrido atrás” de recursos diuturnamente, visando fortalecer o atendimento à comunidade. A aquisição dos 20 kits de equipamentos é um reflexo disso.

“Estava prevista essa vinda para 30 dias, mas pela nossa insistência junto com o fornecedor, eles conseguiram antecipar essa entrega em 20 dias. E por isso, já que está tudo saturado de contaminados, nós resolvemos, em conjunto com o Odacir, oferecermos o empréstimo de cinco desses equipamentos para o Santa Tereza e 10 para o Regional”, acrescentando que os outros cinco devem suprir a demanda do próprio HSVP. “Nós temos uma UTI exclusiva para Covid de 10 leitos, e que está atendendo com 140% da sua capacidade. Vamos equalizar esse atendimento”.

Empresário Odacir Antonelli (no centro, camiseta preta), que é presidente da Comissão Gestora do Cancer Center, atuou na disponibilização dos respiradores e monitores (Foto: Douglas Kuspiosz/Correio)

EQUIPAMENTOS
O empresário Odacir Antonelli, que é presidente da Comissão Gestora do Cancer Center, além de atuar na disponibilização dos respiradores e monitores, fez a doação de um equipamento de hemodiálise para o Santa Tereza.

“É um movimento normal. Se as pessoas não se unirem agora, vão se unir quando?”, frisou Antonelli, que vê com bons olhos o consórcio para aquisição de vacinas contra o coronavírus, cuja presença da Prefeitura de Guarapuava foi aprovada pela Câmara.

“Minhas empresas com certeza vão aderir a esse sistema, e vão doar milhares de doses para a nossa cidade e para a região. Se o setor privado poder interferir, nós seremos um parceiro do poder público para adquirir essas vacinas, esses imunizantes, e distribuir o mais rápido possível”, finalizou.