Acig divulga comunicado sobre deputados favoráveis ao aumento do Fundo Eleitoral

No texto publicado na última sexta-feira (14), a entidade diz que ‘não terá disponibilidade’ para receber os parlamentares que votaram pela derrubada do veto da Presidência da República ao chamado ‘Fundão’, que pode chegar a R$ 5,7 bilhões

A Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (Acig) divulgou, na última sexta-feira (14), um comunicado oficial dizendo que “não terá disponibilidade” para receber os parlamentares federais que votaram a favor da derrubada do veto da Presidência da República ao Fundo Eleitoral, que pode chegar a R$ 5,7 bilhões em 2022. 

O texto aponta que, neste ano, serão adotadas medidas diferentes em relação às visitas de “representantes da esfera municipal, estadual e nacional para dialogar demandas locais que impactam a região”. 

“A Acig entende que os parlamentares que votaram a favor da derrubada do veto da Presidência da República, no dia 17 de dezembro de 2021, sobre o valor do Fundo Eleitoral em até R$ 5,7 bilhões para 2022, agiram contra o bem comum, contra nossos mais de 900 associados e todos os brasileiros. Deste modo, a entidade não terá disponibilidade em recebê-los no ano decorrente”, diz a Associação no comunicado. 

“Reforçamos o respeito aos representantes, assim como nossa postura apartidária, mas destacamos nossa missão de trabalhar em prol do desenvolvimento e crescimento da região, priorizando sempre pelo bem geral da nossa comunidade.”

O comunicado oficial está disponível no site da Acig.

ENTENDA

O Congresso Nacional derrubou, em 17 de dezembro, o veto presidencial ao Fundo Eleitoral. Com isso, o valor foi ampliado de R$ 2 bilhões para mais de R$ 5,7 bilhões. A derrubada ocorreu na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, com debates nas duas Casas. 

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha foi criado em 2017, após a proibição de financiamento privado de campanhas. Em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu doações de empresas a campanhas políticas, sob alegações de haver desequilíbrio na disputa política e exercício abusivo do poder econômico. 

Sem a verba privada para custear campanhas eleitorais, foi criado o Fundo Eleitoral. Ele é composto de dotações orçamentárias da União, repassadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em até o início do mês de junho, apenas em anos eleitorais.

******Com informações da Ag. Brasil