Fundo musical fecha sociedade em conta de participação no catálogo dos Mamonas Assassinas

Adaggio levantou R$60 milhões para futuras parcerias com músicos e compositores e, entre eles, adquire parte dos direitos de músicas do vocalista Dinho, da banda Mamonas Assassinas

O Mercado Global da música vive uma tendência quando o assunto é direitos musicais, liderada por Hipgnosis, Primary Wave, Round Hill e outros. No Brasil, o cenário ainda é recente. No entanto, a Adaggio foi a primeira a atuar no mercado de catálogos musicais e trabalhar canções para ter lucros potencializados por meio da gestão da empresa. Assim, acabam de levantar R$ 60 milhões e, com o investimento, adquiriram canções que foram eternizadas e fazem parte da história da música brasileira.

Em uma de suas parcerias com herdeiros do Dinho, compositor e cantor da banda Mamonas Assassinas, uma das mais icônicas do país, com letras que fazem sucesso até hoje, como: “Pelados em Santos”, “Sabão Crá Crá” e “Robocop Gay”. O único álbum de estúdio gravado pela banda, lançado em junho de 1995, vendeu mais de 2 milhão 600 mil cópias.

“A Adaggio vem para agregar às músicas autorais do Dinho, vocalista e um dos principais compositores da banda, potencializando o catálogo tanto nos streamings, quanto para futuras parcerias. Temos certeza que ações como essa continuarão o legado do Mamonas Assassinas e, com isso, a obra da banda não será esquecida”, comentou Jorge Santana, CEO da marca Mamonas.

Além dos Mamonas, a lista de artistas que fazem parte do catálogo da Adaggio é grande. Entre os nomes estão Kleber Lucas, Eli Soares, Pastor Lucas e Delino Marçal, reconhecidos no gospel brasileiro, Ronaldo Barcellos, cantor e compositor de clássicos do samba e pagode como “Marrom Bombom” e “Cilada”, Bruno César, que emplacou diversos sucessos nas vozes de grandes artistas sertanejos, e Felguk, dupla de DJs expoentes da música eletrônica brasileira, já diligenciaram parte de suas obras à Adaggio.

“Temos certeza de que vamos ser um braço parceiro na missão de perpetuar o nome do Mamonas Assassinas, e mostrar aos músicos parceiros e investidores, como a nossa empresa está empenhada em ser a maior referência no mercado de catálogos musicais. Temos consciência da importância desse trabalho, pois somos músicos. Ou seja, é uma responsabilidade muito grande, uma vez que essas composições fazem parte da vida desses artistas, do público, e da história cultural brasileira”, lembra João Luccas Caracas, CEO e Fundador da Adaggio.

CLÁSSICOS/SUCESSOS

Também fazem parte da lista parceiros como Haroldo Lobo, sambista e compositor de clássicos do samba, além de Filipe Labre, compositor de grandes sucessos gravados por diversos artistas como Jorge & Mateus e Ed Nobre, compositor da música “Contatinho”, gravado por Léo Santana e Anitta.

O catálogo ainda conta com Diggo, autor de grandes sucessos como “Hipnotizou”, interpretado pelo Harmonia do Samba feat. Léo Santana, Wilson Prateado, compositor e produtor de canções interpretadas por Thiaguinho, Belo, Os Travessos, Jeito Moleque, Exaltasamba e Sensação, além de Rodrigo Reys, compositor sertanejo que escreveu músicas para Tarcísio do Acordeon, Barões da Pisadinha, Zé Vaqueiro e Matheus Fernandes, criador do hit “Baby Me Atende”, atualmente Top 5 Brasil no Spotify, entre outros.

PAULINHO REZENDE

Outra grande coparticipação da empresa foi parte dos direitos autorais de Paulinho Rezende, que em conjunto com Paulo Debétio, compôs “Nuvem de Lágrimas”, gravada por grandes nomes como Chitãozinho e Xororó, Fafá de Belém e Marília Mendonça, além de diversos outros sucessos interpretados por alguns dos maiores artistas do Brasil como Zeca Pagodinho, Alcione, entre outros.

“A Adaggio tem como propósito formar sinergia com artistas, compositores e produtores, a fim de adquirir catálogos, aumentar seus rendimentos e passar a receber parte dos royalties. Parte da operação é uma antecipação dos recebíveis. Ou seja, o artista cede o direito de receber os royalties futuros em troca de uma liquidez imediata, para investir como bem entender”, explica João.

Feitas por músicos e para músicos, o objetivo da empresa é eternizar e ressignificar canções, além de formar uma verdadeira cooperação com os compositores. Objetivo é adquirir 60 catálogos ainda em 2021.

ADAGGIO

A Adaggio é uma gestora musical fundada pelo músico João Luccas Caracas, que conta com um time de executivos veteranos da indústria fonográfica. O fundo Arbor Adaggio é gerido pela Arbor Capital, com recursos de clientes e sócios da gestora e sócios da Atmos Capital. Juntos, oferecem aos investidores uma exposição pura e simples de canções e direitos de propriedade intelectual dos compositores e artistas associados. A empresa já alocou 20% do capital e está fazendo diligência em 60 catálogos que, juntos, valem cerca de R$250 milhões. A empresa é formada por músicos e para músicos, com a missão de eternizar e ressignificar canções.