Banda Relespública passou por altos e baixos em três décadas de estrada

Relespública está com novo EP nas plataformas digitais. Em entrevista ao CORREIO, guitarrista Fábio Elias fala sobre a história da banda

Desde 1989 na estrada, a Relespública passou por altos e baixos, típicos de uma banda de rock: entrada e saída de integrantes, gravações, shows, MTV, sucesso, ruptura, retorno… mas a essência é a mesma: Fábio Elias na guitarra/voz com suas belas composições, Ricardo Bastos destilando virtuosidade no baixo e Moon arrebentando na bateria.

Aliás, o trio resistiu a tudo e a todos. “Mas os três estavam sempre lá, até a gente decidir que eram os três mesmos que tinham de continuar. Eu tinha que cantar as minhas letras, as minhas verdades, as minhas histórias, as minhas viagens, as minhas elucubrações, as minhas poesias, a minha vivência”, afirma Fábio, em entrevista ao CORREIO.

Nessa caminhada, o álbum “As histórias são iguais” (2003), produzido por Marcelo Crivano, é um marco, pois reafirmou a Reles como trio. “Ali, a Reles finalmente, depois de anos, conseguiu se encontrar”. A partir daí, começou a escalada da banda, chegando, por exemplo, ao DVD ao vivo do projeto MTV Apresenta (2006, produção de Crivano). Depois, vieram altos e baixos.

E, neste momento, é uma “Fénix renascendo das cinzas”, nas palavras do guitarrista, com o lançamento do EP “Sem ninguém ao lado” (produção de Crivano e Bruno Sguissardi). E isto ocorreu numa pandemia, com mortes, casos, futuro incerto. “Em respeito a essas pessoas [doentes e mortos pela pandemia] que a gente está trazendo música, vida, um alento, uma esperança. Pô, tamo vivo ainda. Temos que fazer enquanto estivermos aqui”, resume.

Banda revirou o baú para gravar novo EP (Foto: Fabiano Ferreira de Paula)

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