Marcos Antônio Fernandes: um homem dedicado a um bairro

Em entrevista ao CORREIO, o presidente da Associação dos Moradores do Residencial 2000 destaca que o bairro é um dos mais cuidados e uns dos melhores para se morar em Guarapuava

Nascido na cidade de Nova Aurora, no Paraná, Marcos Antônio Fernandes (51 anos) é professor há 27 anos. Atualmente, está no seu segundo mandato como presidente da Associação dos Moradores do Residencial 2000.

Há 20 anos em Guarapuava, Fernandes se tornou um líder comunitário de destaque na cidade. Em entrevista ao CORREIO, ele conta que passou por vários lugares e, quando foi para o Residencial 2000, iniciou projetos inovadores para a época.

“Comecei meu trabalho no Estado de Mato Grosso, fui para São Paulo e daí cheguei em Guarapuava. Quando cheguei no Residencial 2000, comecei a fazer um projeto de colônias de férias e o Vem Brincar na Rua”, explica.

Casado, tendo uma filha e três netos, ele lembra que antes tudo era muito precário no bairro, mas, mesmo assim, sempre pensou nas crianças que eram o futuro do Residencial 2000. 

“No começo, como tudo era de terra ainda, nós fazíamos também alguns campeonatos para as crianças brincarem, fizemos um campinho em um terreno baldio e ali, ao longo dos anos, fomos modificando para conseguir levar a diversão às crianças dali”, destaca. 

Marcos foi um dos fundadores da associação do bairro que surgiu em meados de 2003. Para ele, com o passar do tempo, o Residencial 2000 foi se modificando e se tornando um dos principais bairros do município. 

“Nosso bairro é um dos mais cuidados e uns dos melhores para se morar. Na área de saúde, educação e segurança, já melhoramos muito, e vamos continuar crescendo e se desenvolvendo mais ainda”, salienta. 

Fernandes reitera que o sucesso dos projetos feitos no passado ainda continua. “Nós já fizemos 12 colônias de férias para nossas crianças. Aproximadamente, atendíamos uma média de 500 crianças na época. Na nossa colônia de férias é tudo gratuito e até hoje eles não pagam nada. E já estamos pensando a próxima”, afirma. 

PERSPECTIVA

Para o futuro do bairro, Marcos acredita que tem muito o que se fazer, e com a união de todos da associação e da comunidade, isso será possível. 

“Há 10 anos, nós não tínhamos praticamente nada. Não tínhamos asfalto, creche e uma escola ou um posto de saúde bom. Então, de lá para cá, nosso bairro evoluiu muito. E espero que consigamos desenvolver os projetos que temos em mente para, justamente, mudar e deixar um legado aqui no bairro”, conta.

O professor vê que a perspectiva de crescimento do bairro está atrelada às muitas oportunidades que ainda faltam, e que é fundamental o papel do poder público.

“Aqui no bairro, nós precisamos de uma escola estadual, para que nossas crianças e jovens não saiam daqui e vão para outros lugares estudar, e precisamos revitalizar os dois lagos que temos aqui para termos um espaço de lazer. Entre outras tantas coisas que tragam mais benefícios para nossa comunidade”, lembra. 

Fernandes afirma que estabelecimentos comerciais básicos como farmácia, lotérica e um mercado grande, com preços acessíveis para os moradores, precisam chegar para a comunidade e que futuramente isso pode ser feito. 

PROJETOS

Marcos diz que muitos projetos para a comunidade ainda estão sendo desenhados para serem colocados em prática em 2021, mas outros que já surgiram vão retornar após a pandemia do novo coronavírus.

Foto: Ilustrativa/Arquivo/Correio

“O nosso projeto Container do Saber, que é uma biblioteca no bairro, infelizmente, teve que parar por conta do novo coronavírus. Hoje ela se encontra fechada, e se Deus quiser nós vamos reativá-la ano que vem”, projeta. 

O presidente da associação explica que a proposta do Contêiner do Saber foi dele e que, a partir dessa ideia, muitos programas educacionais estão por vir. “Em 2021, queremos retomar com força total nossos trabalhos. Já estamos com a ideia de ter a contação de história, uma brinquedoteca, recreação e lazer atendendo todas as crianças”, reitera.

Fernandes salienta que programas encabeçados por ele e por toda sua equipe, que já estão em prática, estão trazendo ótimos resultados para os moradores. 

“Temos o projeto Sopa Solidária, que atende mais de 70 famílias carentes. Destaco também o projeto Bairro Limpo, onde fazemos um mutirão para limpar lagos, valetas, terrenos baldios e matas em que as pessoas jogam lixo. Enfim, tudo que podemos organizar, nós mexemos”, recorda. 

O professor pretende arborizar as 39 ruas do bairro Residencial 2000. Para ele, a outra ideia que já foi desenvolvida ajudou a mudar o meio ambiente local. “O Bairro Limpo já retirou da nossa comunidade mais de 100 caminhões de entulhos e sujeiras. Com os pneus recolhidos, nós estamos finalizando um parquinho ecológico para as crianças”. 

EQUIPE

Marcos Fernandes faz questão de destacar que ele sozinho não consegue desenvolver as propostas pensadas. “Nós somos uma equipe, uma pessoa sozinha não consegue fazer tudo isso que fizemos e vamos fazer. Tenho muito orgulho do pessoal dedicado que segue junto comigo. Sem contar os moradores, que topam ajudar em vários projetos”, finaliza. 

******Lucas Herdt, especial para CORREIO