Junho violeta: mês dedicado ao combate à violência contra os idosos

O junho violeta foi criado em 2020, quando a crise sanitária da Covid-19 apresentou a necessidade de um mês que fizesse a conscientização da importância da proteção dos idosos no Brasil

O governo federal lançou, em 2021, o projeto “Fortalecendo as redes de proteção de direitos”. A iniciativa foi do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos após fechar o primeiro semestre com mais de 30 mil casos de violência contra idosos.

A dignidade da vida dos idosos é garantida pela lei 10.741/2003, mas cabe à sociedade garantir que essa legislação seja aplicada. Por isso, as campanhas de conscientização deste mês estão sendo ampliadas. O junho violeta foi criado em 2020, quando a crise sanitária apresentou a necessidade de um mês que fizesse a conscientização da importância da proteção dos idosos. 

Em Guarapuava, a situação também é expressiva. Somente no primeiro trimestre, foram registrados 13 casos de idosos violentados que entraram para o Serviço de Proteção Integral de Atendimento Especializado. Em 2019, foram 71 casos e, em 2020, 49. Dados esses apurados pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).   

Se enquadram como violência atos que firam fisicamente, sexualmente, psicologicamente, financeiramente ou que negligenciam a saúde básica do idoso. E mesmo que os números de 2020 tenham apresentado queda em comparação ao ano anterior, isso pode ser consequência da pandemia que acabou por deixar esses idosos mais reclusos.

“Dificilmente um idoso vai denunciar um filho, um neto ou um cuidador. Por isso, é função da sociedade denunciar quando se depara com algum abuso”, disse a presidente do Conselho Municipal dos Direitos dos Idosos (CMDI), Rozilda de Cacia.

JUNHO VIOLETA 

Durante esta semana, o CMDI está nos principais locais da cidade distribuindo um leque com o disque 100 e outras orientações. Além disso, faixas estão espalhadas nas principais praças para lembrar sobre esse mês e, por fim, a presença nas redes sociais está fazendo um trabalho de conscientização a partir de grupos e publicações nas principais plataformas. 

Rozilda também ressalta a importância da segunda dose da vacina contra a Covid-19, que está sendo, muitas vezes, negligenciada pelos cuidadores desses idosos. As datas de retorno estão sempre escritas na carteira de vacinação.

“Tudo que eles precisam é de alguém que os escute, que ouça suas histórias várias e várias vezes com muito amor e carinho. Se a gente conseguir fazer isso, já estamos fazendo um grande feito”, encerra a presidente do CMDI. 

SERVIÇO

Para fazer a denúncia, disque 100 ou ligue 0800 410001 e mantenha seu anonimato. As denúncias via Creas e pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) também são válidas.

******Millena Ricardo, especial para CORREIO