Guarapuava registra diminuição das mortes de idosos causadas pela Covid-19

Os dados dizem respeito até o último domingo (20) e foram divulgados pela Secretaria de Saúde nesta segunda-feira (21)

O número de pessoas idosas que morreram em decorrência da Covid-19 em Guarapuava tem reduzido gradativamente a cada mês, em relação às vítimas com menos de 60 anos. 

Para se ter uma ideia, em janeiro, 79% das mortes por Covid-19 eram de pessoas com 60 anos ou mais. A vacinação iniciou no final daquele mês. Agora, em junho, a quantidade de vítimas fatais nessa faixa etária representa 23% do total, ou 16 das 71 vítimas. Os dados dizem respeito até o último domingo (20) e foram divulgados pela Secretaria de Saúde nesta segunda-feira (21).

Mesmo com o aumento de casos nos meses de março e abril, com pico da pandemia em maio, o número de mortes de idosos manteve-se em queda proporcional gradativa. Segundo o prefeito de Guarapuava, Celso Góes, esse é um dos reflexos mais perceptíveis da vacinação.

“Até o final do mês possivelmente esse número aumentará, mas, mesmo assim, deve ficar abaixo do índice de 45% das mortes registradas no mês de maio. Ou seja, temos reduzido o número de mortes de pessoas idosas, que têm condições imunológicas mais vulneráveis, conforme a vacinação avança. Isso reforça o quanto devemos incentivar a nossa população a buscar a vacina e, principalmente, tomar a segunda dose para completar o ciclo de imunização”, declarou Celso Góes.

Divulgação/Secom

Neste momento, estão sendo vacinados idosos que receberam a vacina da Astrazeneca no mês de março. Como a vacina tem intervalo de 3 meses para aplicação da segunda dose, o processo imunização é mais longo, por isso exige os mesmos cuidados de prevenção. 

O secretário de Saúde, Jonilson Pires, explica que somente agora com a segunda dose essas pessoas vão completar o ciclo que permite uma maior proteção contra o vírus. “É importante entender que a vacina não impede que sejamos infectados, mas reduz os sintomas e os riscos de agravamentos. Portanto, o melhor modo de reduzirmos as mortes é vacina e medidas de higiene e distanciamento. Quanto mais pessoas vacinadas, menos casos graves, internamentos e mortes”, reforçou Jonilson.

Os números apontam que os casos graves da doença são cada vez mais comuns entre pessoas jovens. “O perigo não pode ser menosprezado. Independente da idade, o compromisso é com a preservação da vida e da saúde de todos. Temos que continuar agindo com responsabilidade para evitar mais contaminações”,  finalizou Góes.