PM prende suspeito de envolvimento na tentativa de roubo em Guarapuava

Segundo a PM, o indivíduo foi encaminhado à 14ª SDP nesta quarta-feira (20). O homem (29 anos) caiu em contradição ao relatar o local em que estava no momento do ação criminosa

A Polícia Militar (PM) de Guarapuava encaminhou nesta quarta-feira (20) mais um suspeito de envolvimento no ataque à sede do 16° Batalhão de Polícia Militar (BPM) e à empresa Protege (Proforte).

Em comunicado à imprensa na noite de quarta, o Batalhão relata que na segunda-feira (18) a polícia recebeu uma denúncia anônima de que um homem (29 anos) teria participado da tentativa de roubo em Guarapuava. 

Ainda segundo a PM, também foi repassada a informação de que o suspeito estaria ferido na perna esquerda por estilhaços de projétil de arma de fogo, causado durante confronto com as equipes policiais. 

Diante dessas informações, a equipe deslocou ainda segunda-feira até a casa do suspeito, porém, ele não foi localizado. Na terça-feira (19), novas informações anônimas relataram que ele teria retornado até a sua residência. 

Segundo a PM, durante a vigilância nesta quarta-feira, os policiais visualizaram o mesmo saindo da casa. Na abordagem, os agentes constataram que o suspeito estava com um ferimento na coxa esquerda e sem qualquer tipo de tratamento médico no local.

CONTRADIÇÃO

Diante disso, a PM questionou a mãe do sujeito se ele estava com alguma roupa com vestígios de sangue e ela apresentou para a equipe policial  um moletom de cor roxa, aparentemente com vestígios de sangue. A peça foi apreendida.

Além disso, ao ser questionado sobre sua participação na ação criminosa e em quais locais estaria no momento, o suspeito disse que estava na chácara do seu tio no Guará e que havia ferido sua perna no mato. 

Para confirmar a versão, a Polícia Militar foi até o local, no entanto, a tia do suspeito relatou que ele não esteve em nenhum momento na sua chácara nos últimos anos. 

A polícia aponta que com isso o suspeito mudou o relato e disse que o ferimento havia sido causado por uma lança de grade. Em seguida, os policiais deslocaram com ele até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Batel, onde o indivíduo foi encaminhado para tratamento médico. 

Em conversa com o médico plantonista, o mesmo relatou aos PMs que o tempo de cicatrização do ferimento é próximo de três dias, tempo compatível com a data do roubo. Relatou ainda que o ferimento se assemelha com lesão por estilhaços de projétil. 

“Durante o atendimento foi solicitado o exame rápido de covid-19, e após o descarte do cotonete de coleta de secreção nasal foi recolhido pela equipe policial”, destaca a PM.

Diante da situação,  o homem foi conduzido até a 14ª Subdivisão Policial (SDP) para os procedimentos cabíveis.