Guarapuava, 15 de December de 2018
Política

Professora Terezinha (PT) recebeu seus eleitores no último sábado (1°) para debater as ações já realizadas no mandato, além de planejar as próximas movimentações na Casa de Leis

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Vereadora Professora Terezinha (PT) (Foto: Douglas Kuspiosz/Correio)

A vereadora Professora Terezinha (PT) realizou no último sábado (1° de dezembro) uma plenária para debater os próximos passos do seu mandato, o qual classifica como “popular”, e para prestar contas do que já foi feito desde que assumiu uma cadeira na Casa do Povo em Guarapuava.

“Estamos fazendo como uma experiência de voltar às bases [políticas]”, pontuou a parlamentar, que disse que esse tipo de ação está nos princípios da fundação do Partido dos Trabalhadores. “Para a gente se energizar, é preciso estar junto das pessoas que te apoiam”. Entre “pessoas comuns” e membros de movimentos sociais, a plenária contou com cerca de 30 presentes.

De acordo com a vereadora, a experiência foi pautada na ideia de que o seu mandato é popular. Ou seja, é pautado pelas demandas que a sociedade e que os movimentos trazem. “Entre avanços e tropeços, eu avalio que tem sido um mandato produtivo”, disse a petista.

Além da aprovação de leis, como a que busca coibir assédio sexual no transporte coletivo do município (SAIBA MAIS AQUI), a vereadora explica que apresentou inúmeros requerimentos para fiscalizar os serviços públicos e que se pautou, também, pela defesa dos interesses da população, como o bom atendimento na área da saúde e a garantia dos direitos dos servidores públicos.

De acordo com a vereadora, a experiência foi pautada
na ideia de que o seu mandato é popular

DIFICULDADES

A bancada petista na Casa de Leis conta com apenas duas cadeiras, que são ocupadas pela Professora Terezinha (PT) e pelo Professor Serjão (PT). Dessa forma, colocando-se muitas vezes como oposição, a parlamentar afirma que as dificuldades são frequentes. “Mas, eu sempre busquei trabalhar com muito conhecimento aquilo que eu defendo”, pontuou.

Um exemplo foi quando ela se posicionou contra o reajuste de 2,7% no subsídio dos vereadores, medida que aumentou os salários para R$ 9,2 mil. “Entendemos que você assume o cargo para prestar um serviço à comunidade, e não para o enriquecimento próprio”.

Além disso, a vereadora afirma que se deparou com muitas situações de machismo, já que a maioria dos parlamentares é formada por homens. “Quando a gente é interrompida muitas vezes com o direito da palavra, ou quando eles gritam tentando nos calar com o ‘falar mais alto’”, acrescentou.

Apesar disso, ela afirma que vem encontrando muito respaldo por parte da sociedade, já que as novas demandas são frequentes, e que há um reconhecimento de que seu trabalho é feito no sentido de defender a população. “Principalmente as pessoas mais carentes”, completa.

Entre “pessoas comuns” e membros de movimentos sociais,
a plenária contou com cerca de 30 presentes

BASE

Esse tipo de ação, que pode ser vista como uma prestação de contas à população, tem como função, também, se reconectar às bases políticas. Professora Terezinha explica que a fundação do Partido dos Trabalhos prevê esse tipo de mobilização em sintonia com o eleitorado, a fim de fazer com que as pessoas ocupem os espaços políticos.

“É na convivência junto com as pessoas e levando o nosso trabalho que nós contribuímos para uma formação política da sociedade”, acredita a vereadora.


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