Setor de serviços é ‘motor’ do mercado de trabalho em Guarapuava

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O mercado de emprego com carteira assinada em Guarapuava enfrentou perdas em maio (-373), conforme dados recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados na terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Mas no ano, o município segue no azul, com saldo de 591 novas vagas.

O número positivo nos primeiros cinco meses de 2026 é resultado de 12.549 admissões e 11.958 desligamentos no período, conforme consulta da reportagem. Ou seja, são mais contratações a demissões, o que equivale uma variação relativa de 1,30%. O estoque mensal é de 46.183.

O “puxador” de novos postos de trabalho formal na Capital da Cevada e do Malte é o setor de serviços (ou setor terciário), que é o ramo da economia que não produz bens físicos, mas oferece atividades, conhecimento, tempo ou mão de obra para atender às necessidades de pessoas e empresas. Ele é o maior gerador de empregos e riqueza na economia atual.

Em Guarapuava, serviços já criou 653 vagas de janeiro a maio deste ano. São 4.726 contratações e 4.073 desligamentos.

No segundo posto, figura a construção, com 100 novos postos gerados nos cinco meses iniciais de 2026 na Capital da Cevada e do Malte. O “top 3” fecha com a indústria, +79.

Na outra ponta, os setores do comércio e da agropecuária tiveram resultado negativo, com perdas de -153 e -88, respectivamente.

PARANÁ
O Paraná criou 60.400 empregos com carteira assinada nos cinco primeiros meses de 2026 e manteve o quarto maior saldo de vagas do Brasil no período, de acordo com os dados do Novo Cadastro. O resultado representa cerca de 8% de todas as vagas formais abertas no País entre janeiro e maio.

No período, foram registradas 917.993 admissões e 857.593 desligamentos no Estado, saldo que coloca o Paraná atrás apenas de São Paulo (215.924 vagas), Minas Gerais (87.375) e Santa Catarina (61.658). A diferença para o terceiro colocado é de apenas 1.258 empregos.

O desempenho paranaense ganha ainda mais relevância diante do cenário regional. Enquanto a Região Sul fechou maio com saldo negativo de 4.109 vagas, influenciada pelos resultados do Rio Grande do Sul (-5.657) e de Santa Catarina (-662), o Paraná foi o único estado da região a encerrar o mês com geração positiva de empregos.

Os dados mostram que o Paraná manteve uma trajetória positiva ao longo do período. Somente em maio, o Estado registrou saldo de 2.210 novos empregos formais, mantendo a sequência de cinco meses consecutivos com mais admissões do que desligamentos. Em janeiro foram criadas 17.958 vagas, em fevereiro 22.698, em março 15.800, em abril 1.734 e, agora, mais 2.210 em maio.

SETORES
O principal responsável pelo desempenho do mercado de trabalho paranaense em 2026 continua sendo o setor de serviços, que respondeu por 35.140 novos postos de trabalho entre janeiro e maio. Na sequência aparecem a indústria, com 13.761 vagas, a construção civil, com 9.024, o comércio, com 2.025, e a agropecuária, com 450 empregos gerados.

No Brasil, o saldo de empregos formais em maio foi de 72.960 vagas, elevando para 767.326 o número de postos de trabalho criados no acumulado de 2026. Dos 27 estados brasileiros, 22 encerraram o mês com saldo positivo de contratações.

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