Produção brasileira conquista prêmio de melhor longa-metragem de skate no 6º Festival de Surf e Skate de Paris

Obra acumula 15 premiações internacionais e foi selecionado para mais de 60 eventos no exterior

“Meu Nome é Bagdá” conquista mais uma premiação internacional. Desta vez, foi no 6º Festival de Filmes de Surf e Skate de Paris, ocorrido de 23 a 26/09, no qual a produção brasileira dirigida por Caru Alves de Souza venceu o prêmio de melhor longa-metragem de skate.

Trata-se da 15ª premiação internacional da obra, que em sua première mundial, no Festival de Berlim de 2020, foi eleita como melhor filme da mostra Generation 14plus.

Produzido por Rafaella Costa para a Manjericão Filmes, “Meu Nome é Bagdá” já foi selecionado para mais de 60 festivais internacionais, realizados na Europa, América do Norte, América Latina, Ásia e na África.

Atualmente está em cartaz em salas comerciais de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, além de um significativo circuito que deve somar 100 salas em dezenas de cidades francesas. A distribuição no Brasil pela Pagu Pictures e, no exterior, pela empresa francesa Wayna Pitch.

Entre os vários elogios colhidos junto à imprensa da França, destaca-se a do tradicional jornal diário L’Humanité, para o qual o filme seria “uma crônica colorida e videoclipada de “Os Incompreendidos” [clássico dirigido por François Truffaut em 1959] através de uma skatista brasileira que afirma sua feminilidade enfrentando chuvas e trovoadas”.

E em 3/10, domingo, às 11h00, Caru Alves de Souza e as atrizes Grace Orsato e Karina Buhr participam do encontro “A Hora e a Vez Delas”, no canal 3 em Cena, do YouTube [https://www.youtube.com/3emcena]. Na ocasião, elas são entrevistadas por Eduardo Escorel, Juca Badaró, Piero Sbragia e Vanessa Oliveira.

SOBRE O FILME

No enredo de “Meu Nome é Bagdá” estão presentes temas como empoderamento feminino, assédio, preconceito a homossexuais e machismo. Bagdá, a personagem central do longa-metragem, é uma garota de 17 anos que vive na Freguesia do Ó, bairro da periferia da cidade de São Paulo. Ela anda de skate com um grupo de meninos e passa boa parte do tempo com sua família e as amigas de sua mãe. Juntas, elas formam um grupo de mulheres pouco convencionais. Quando Bagdá finalmente encontra um grupo de meninas skatistas, sua vida muda. Em seu cotidiano ela encontra apoio familiar e empoderamento feminino, mas também assédio sexual, preconceito a seus amigos homossexuais e machismo.