Campanha capta recursos para produção do livro ‘Tony Carson – Chacal’

Material é uma homenagem ao desenhista Antonino Homobono, que fez o desenho do personagem a partir do conceito ditado pelo lendário editor de quadrinhos da Vecchi, Ota Assunção, verdadeiro criador do personagem

Está no ar uma campanha de financiamento coletivo para o livro “Tony Carson – Chacal”. A ideia é encampar o retorno do “mais cruel caçador de recompensas do Velho Oeste”.

Segundo informações oficiais, o livro é uma homenagem ao desenhista Antonino Homobono, que fez o desenho do personagem a partir do conceito ditado pelo lendário editor de quadrinhos da Vecchi, Ota Assunção, verdadeiro criador do personagem.

Foi Ota que orientou o roteirista Antônio Ribeiro na forma como o personagem deveria agir, e Homobono foi o criador de suas feições e da maneira de se vestir. “Eu queria um pistoleiro sem escrúpulos e totalmente diferente do Chet, que era publicado com sucesso pela editora”, relembra Ota, em material de divulgação do projeto.

Assim, Homobono foi escalado para desenhar todas as capas da série Chacal, e Jordi foi chamado para desenhar a maioria das violentas histórias do caçador de recompensas.

Esse crowdfunding está disponível no site do Catarse (https://www.catarse.me/tonycarson) e é aberto à colaboração de qualquer pessoa, a partir de R$ 36.

Os apoios serão para produzir um livro de 160 páginas, no mesmo formato das revistas da Sergio Bonelli Editore (15,5 x 21cm), com capa cartonada e miolo impresso em sofisticado papel.

Serão duas histórias: “Pacto Rompido”, que é a única história do Chacal desenhada pelo mestre do traço, Antonino Homobono; e “Valiosos Cadáveres”, que foi desenhada por Jordi e mostra porque Chacal precisa libertar de uma tribo indígena três criminosos procurados pela justiça.

Nos extras, os leitores e fãs de quadrinhos irão apreciar os layouts que Homobono fazia para criar algumas das cenas dessa aventura cheia de reviravoltas.

Na obra, Ota escreverá com exclusividade e contará os bastidores da criação do personagem além de fazer uma homenagem a Homobono e Antônio Ribeiro.

Os apoios serão para produzir um livro de 160 páginas, no mesmo formato das revistas da Sergio Bonelli Editore (Foto: Reprodução)

HISTÓRICO
No início dos anos de 1980, a Vecchi tinha uma linha de revistas de faroeste que vendiam muito bem, como Tex, Chet, Ken Parker, Histórias do Faroeste. Investindo nesse segmento, a editora, então, adquiriu os direitos de Judas, um personagem que havia sido publicado na Itália pela Sergio Bonelli Editore até seu cancelamento, no número 16. A estratégia da Vecchi consistia em apostar no sucesso do novo título e, se tudo desse certo, continuar a revista com um novo personagem, desenhado no Brasil.

O personagem italiano foi lançado na revista “Chacal” em julho de 1980 e três meses depois, em outubro, com o sucesso de vendas da publicação, Ota recebeu o sinal verde para dar continuidade ao projeto do Chacal brasileiro. A partir desse mês, ele montou sua equipe para desenvolver o personagem e criar as primeiras histórias, que seriam lançadas um ano depois, em outubro de 1981, na edição de número 17.

O novo Chacal recebeu o nome de “Tony Carson” por uma sugestão do próprio escritor dos roteiros, Antônio Ribeiro, que usava esse nome como pseudônimo quando escrevia histórias de faroeste para os bolsilivros da editora Monterrey.