Programa Rio Vivo repovoa rio Ivaí com 20 mil dourados juvenis

Os peixes nativos se somam a outros 850 mil peixes nativos juvenis já soltos em rios do Estado. A meta do programa é repovoar, até o final do ano, rios das bacias Iguaçu, Paraná, Paranapanema e Ivaí

O rio Ivaí conta com 20 mil novos dourados juvenis. Os peixes nativos têm cerca de 18 cm e foram soltos pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), Márcio Nunes, nesta quinta-feira (21). A ação aconteceu na rampa do Condomínio Pontal do Ivaí, no município de Ivatuba, Norte do Estado.

O repovoamento de rios com peixes nativos juvenis é realizado pelo Programa Rio Vivo, da Sedest. A meta é soltar cerca de 1 milhão de peixes até o final do ano, nas Bacias Iguaçu, Paraná, Paranapanema e Ivaí. O atividade segue normas determinadas pela Resolução Conjunta número 10/2021, da Sedest e o Instituto Água e Terra (IAT), publicada em abril deste ano. Mais de 850 mil peixes nativos juvenis já foram soltos pelo programa neste ano.

De acordo com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o programa Rio Vivo prevê o repovoamento de rios para a promoção da pesca esportiva. “A pesca esportiva vem crescendo no mundo todo. É o segundo esporte com maior número de participantes no país. Diante disso, estamos organizando uma série de eventos para atrair pescadores do Brasil inteiro e movimentar a economia do Estado”, afirmou.

O governador destacou, ainda, que é uma atividade que promove a geração de muitos empregos com pousadas para receber turistas, barqueiros, mecânicos, entre outros profissionais, além de promover o lazer das famílias.

“O projeto Rio Vivo faz parte de um pacote de projetos em defesa do meio ambiente e de sustentabilidade. Quando tem peixe, é sinal que tem vida e que o rio está bem cuidado”, completou o governador ao lembrar que o Paraná conquistou o primeiro lugar em sustentabilidade no Ranking de Competitividade dos Estados.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL
O Programa Rio Vivo prevê, além do repovoamento da fauna aquática, o plantio de mudas nativas na beira dos rios com a participação de estudantes do ensino fundamental. De acordo com o secretário Márcio Nunes, é uma ação completa de educação ambiental que, junto com outras ações, faz parte de um conceito de sustentabilidade.

“Todos os programas, como soltura de peixes, plantio de mudas e fiscalização, entre outros, trabalham a educação ambiental”, disse. “Hoje, com uma Resolução, realizamos a soltura de peixes de forma regular, oficial e de uma forma organizada. Junto com essa ação, plantamos mudas pelo Programa Paraná Mais Verde, que já distribuiu mais de 5 milhões de mudas de árvores nativas em todo o Estado”, disse Nunes.

O superintendente da pesca esportiva do Paraná, pela Sedest, Francisco Martin, lembrou que o Governo do Estado autorizou a realização de estudos para a criação de reservas de pesca esportiva. “Esses peixes, em três anos, estarão desovando e com aproximadamente quatro quilos. Em cinco ou seis anos, estarão gerando o turismo da pesca esportiva”, disse.

RIO IVAÍ
O rio Ivaí é considerado uma artéria de vida na natureza do Paraná, com características geográficas e biológicas raras no país. No Estado do Paraná, ele é o rio que mais mantém suas características originais, sem trechos de barramentos.

Por conta disso, o rio se torna o maior berçário do Estado para as espécies nativas migradoras durante o Piracema, período em que a pesca é proibida para garantir a reprodução das espécimes.

Além disso, com mais de 680 km de extensão, todo em território paranaense, o rio também tem um grande potencial para turismo náutico e ecoturismo, destacando-se a pesca esportiva em nível internacional e a canoagem.

“Ivatuba está muito feliz hoje com esses novos peixes. O cuidado do rio Ivaí é muito importante e uma preocupação dos moradores da região”, destacou o prefeito de Ivatuba, Sérgio Santi.

PRESENÇAS
Também estavam presentes no evento o secretário de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, João Carlos Ortega; a primeira dama do município de Ivatuba, Ivani Loiola Santi; o deputado estadual Cobra Repórter; e o chefe regional do IAT em Maringá, Marcos Antonio Piton.

LEGISLAÇÃO
De acordo com a Resolução Conjunta número 10/2021, todas as ações de soltura e repovoamento de peixes nas bacias hidrográficas do Paraná e seus afluentes devem ter autorização do órgão ambiental estadual.

O objetivo é proteger a fauna silvestre e o ambiente natural contra espécies invasoras. É proibido povoar com espécies exóticas ou invasoras, de origem estrangeira. A introdução de espécies do Brasil, mas não originárias do local especificamente (alóctones), é passível de autorização mediante análise e estudo de impacto ambiental na região.

É considerada exótica a espécie presente em determinada área geográfica, da qual não é originária, tendo sido introduzida pelo homem. Essas espécies são originárias de outros países e a introdução ou dispersão podem ameaçar a diversidade biológica local.

Já alóctones são espécies presentes em um outro ecossistema ou área geográfica, mas originárias do mesmo país, espécie, subespécie de hierarquia inferior, ocorrendo fora de sua área de distribuição natural, porém com capacidade de sobreviver e reproduzir-se. A lista de espécies permitidas para e soltura em rios, mares e estuários no Paraná pode ser consultada AQUI.