Autora é convidada especial do Clube de Leitura Leia Mulheres de Guarapuava

0 189

Em Guarapuava, o Clube de Leitura Leia Mulheres terá uma participação ilustre no encontro agendado para o próximo dia 28 de maio (domingo), às 16h, na Gato Preto – Discos e Livros (rua Azevedo Portugal, 1.362, Centro). A participação é livre e aberta à comunidade.

Autora de “Quando as árvores morrem” (ed. Claraboia), Tatiana Lazzarotto participará da conversa, mediada por Enilda Pacheco e Nincia Teixeira, para falar sobre esse livro, que é a sua estreia em 2022 no mercado editorial.

Lazzarotto se formou em Jornalismo e em Letras-Português em 2006 e 2007, respectivamente, pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e, com “Quando as árvores morrem”, marcou sua estreia na literatura de ficção. A história entrelaça o presente do luto, depois da notícia da morte do pai da personagem, com as lembranças que ela viveu com a família.

“Esse pai é apresentado somente pelo olhar da filha, desconstruído a partir dela já adulta e a partir da morte também. Tem um tema que perpassa todo o livro que é a imaginação, não só pela profissão do pai, mas pelas memórias que ela vai costurando ao longo do enredo”, explica Tatiana, via entrevista publicada no site da Unicentro em 2022.

O romance foi um dos vencedores do edital ProAC de obras de ficção, promovido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Tatiana conta que a ideia do livro a acompanha desde muito tempo, se concretizando, agora, também como uma experiência ficcional a partir de uma vivência de luto. Isso porque, da mesma forma que a personagem da obra, a escritora também perdeu o pai, que durante seu percurso de vida quebrou recordes nacionais como Papai Noel. Nessa linha, o romance também busca explorar um personagem que tem pouca visibilidade na literatura.

Foto: Reprodução

“Eu já escrevia sobre o meu pai, eu já catalogava memórias. Então, a partir do momento em que eu ganhei o ProAC, eu consegui estruturar de forma mais metódica o meu romance. Ao longo de 2021, eu fui escrevendo esse livro, reescrevendo e me inscrevendo nessa história e na história dessa protagonista que perde seu pai e que tem muito de mim e também muito das pessoas que perderam alguém nessa pandemia”, conta.

Tatiana conta que a escrita sempre fez parte da sua caminhada e que a publicação de um livro é um sonho antigo. Nesse sentido, destaca a escritora, “Quando as árvores morrem” se torna ainda mais especial por ser inspirado na própria vivência com o pai. “Eu queria muito falar do luto da perda paterna pelo olhar de filhas mulheres. Então, essa foi uma das motivações, foi algo que eu defendi no edital porque eu acho que a gente precisava de obras assim. A outra motivação é que o meu pai foi, realmente, uma pessoa bastante peculiar. Ele tem histórias muito engraçadas, comoventes e singulares. Esse livro é a oportunidade que eu tive também de apresentar o meu pai às pessoas não só a quem me conhece, mas a todo mundo nesse vasto terreno da literatura”.

Deixe uma resposta