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Editora está em campanha de pré-venda do livro ‘Mil anos de mangá’

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Enquanto o quadrinho ocidental da Marvel/DC está cada vez mais envelhecido no Brasil (com público-leitor na faixa de 40 anos), o mangá já conquistou de vez a galera mais jovem (de 10, 12 anos de idade). Não por sinal, recentemente a Companhia das Letras comprou 70% da JBC (Japan Brazil Communication), editora brasileira especializada na publicação de mangás.

É momento oportuno para se aprofundar nesse tipo de quadrinho japonês. A Estação Liberdade está em campanha de pré-venda no Catarse para o livro “Mil anos de mangá”, de Brigitte Koyama-Richard.

“Nos últimos anos, o mangá tem feito um sucesso fenomenal não só no Japão, onde domina o mercado editorial, mas também no Ocidente. Por mais contemporânea que essa forma de arte gráfica possa parecer, o mangá está, na verdade, profundamente enraizado na cultura japonesa, baseando-se muitas vezes em suas tradições artísticas centenárias”, diz o material de divulgação da campanha.

Assim, o livro conta a história do mangá, ou das histórias em quadrinhos, em seu esplendor e diversidade. Do inspirador mangá “Hokusai” até a aparição dos Gekiga, os mangás realistas dos anos 1950; do marco que foi “Astro Boy”, de Tezuka Osamu, à “Rosa de Versalhes”, de Riyoko Ikeda, um mangá shōjo para garotas jovens; das lendas de samurais até as edições mais alternativas da revista Garo; e dos demônios que povoam a obra de Mizuki Shigeru até as últimas criações de Taniguchi Jirō, cada período aqui percorrido pela autora Brigitte Koyama-Richard é recheado de detalhes e ilustrado com desenhos e gravuras.

“Mil anos de mangá” foi publicada originalmente em 2007 pela editora francesa Flammarion. Essa obra chegará ao Brasil (já em versão atualizada conforme a edição francesa de 2022) com tradução de Nícia Adan Bonatti e projeto gráfico de Gustavo Abumrad.

ADESÃO

A campanha está disponível até 6/6/2022: https://www.catarse.me/milanosdemanga

O QUE É
Segundo informações do site da JBC, mangá é o nome dado às histórias em quadrinhos de origem japonesa. A palavra surgiu da junção de dois vocábulos: “man” (involuntário) e “gá” (desenho, imagem). Ou seja, mangá significa literalmente “desenhos involuntários”.

Embora as primeiras manifestações dos quadrinhos japoneses datem ainda do século 11, com caricaturas cômicas de animais chamadas “chôjûngiga”, foram necessários 600 anos para que o termo “mangá” efetivamente surgisse.

“Foi em 1814 que o pintor Katsushika Hokusai lançou o primeiro encadernado contendo uma coleção de histórias com desenhos sequências. A série, que teve 15 volumes, foi batizada de ‘Hokusai Mangá’. A partir daí os quadrinhos japoneses passaram a ser chamados de ‘mangás’, no entanto, essa denominação seria consolidada somente no Japão pós- Segunda Guerra, já nos anos 1950, com as obras de Osamu Tezuka, diz a JBC.

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