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UEM e UEL estão entre as universidades que mais produzem pesquisa no mundo

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A Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão classificadas entre as instituições de ensino superior que mais produzem pesquisa no mundo, segundo o ranking elaborado pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS, na sigla em inglês), da Universidade de Leiden, na Holanda. Os resultados do CWTS Leiden Ranking 2021 foram divulgados no dia 2 de junho. A pesquisa avaliou a produção científica no período de 2016 a 2019.

O Leiden Ranking analisa a pesquisa acadêmica produzida pelas universidades, a partir da produção científica publicada na base de dados multidisciplinar Web of Science, editada pela empresa Clarivate Analytics. Nesta edição, foram ranqueadas 1.225 universidades de 69 países em diferentes continentes. O Brasil classificou 31 instituições entre as mais bem avaliadas.

Para o superintendente estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, esse ranking representa uma perspectiva multidimensional do desempenho universitário paranaense. “Os resultados refletem as políticas governamentais voltadas ao fomento e fortalecimento da pesquisa aplicada, com foco no desenvolvimento tecnológico, econômico e social”, afirma Bona. Ele  destaca que o Paraná é um dos estados que, proporcionalmente, mais investe em educação superior no Brasil.

O superintendente destaca a articulação de novos arranjos institucionais para possibilitar a aproximação das universidades estaduais com a sociedade, a fim de torná-las o braço de atuação do Governo para o desenvolvimento regional equilibrado. “O intuito é fazer com que esse ativo e inteligência, constituído pelas instituições de ensino superior, esteja à disposição da população e dos setores produtivos, resultando em um Estado inovador”, salienta.

Aldo Bona enfatiza que o governador Carlos Massa Ratinho Júnior apoia iniciativas que fortalecem a autonomia universitária com responsabilidade e transparência. A ideia é que as universidades estaduais do Paraná se consolidem como instituições de fomento ao desenvolvimento regional.

Ao longo dos últimos anos, foram lançados vários programas de apoio à pesquisa, à inovação e à extensão, voltados ao desenvolvimento econômico e social e à melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)no Estado.

ÁREAS

O CWTS Leiden Ranking 2021 contempla quatro indicadores: impacto científico, colaboração, que considera parcerias interinstitucionais, internacionais e com a indústria; artigos publicados na modalidade de acesso aberto, e diversidade de gênero, que corresponde à proporção de autorias masculinas e femininas.

Esses aspectos foram analisados em cinco áreas do conhecimento: Ciências Biomédicas e da Saúde; Ciências da Terra e da Vida; Matemática e Ciências da Computação; Ciências Físicas e Engenharia; e Ciências Sociais e Humanidades.

Os dirigentes da UEM e da UEL ressaltam a importância da pesquisa científica na formação técnica e profissional, para além das aulas convencionais.

“A pesquisa científica é fundamental para encontrar respostas e soluções em um mundo baseado, cada vez mais, em incertezas, assegurando um planeta mais sustentável, mais justo e mais próspero”, afirma o reitor da UEM, professor Júlio César Damasceno.

“Todo conhecimento gerado nos projetos de pesquisas é agregado aos cursos de graduação, contribuindo para a melhoria do ensino superior”, conclui o vice-reitor da UEL, professor Décio Sabbatini Barbosa.

RANKING

No tópico impacto científico, a UEM e a UEL ocupam as posições 795 e 958 do ranking, respectivamente. Considerando somente as instituições brasileiras, as duas estaduais paranaenses estão classificadas em 18º e 23º lugares. No caso da UEM, do total de 653 artigos publicados no período 41,8% estão entre os 50% melhores do mundo, conforme as áreas do conhecimento. Já a UEL, dos 524 artigos publicados 43,3% estão entre os 50% melhores do mundo.

Em relação ao item colaboração, que analisa as parcerias interinstitucionais, internacionais e com a indústria para a produção de artigos, a UEM e a UEL aparecem nas colocações 911 e 1018. Ainda nesse quesito, entre as demais universidades brasileiras mais bem avaliadas, dentre as 31 instituições classificadas, as estaduais do Paraná aparecem em 24º e 30º lugar.

Tais resultados são os mesmos da análise de artigos publicados na modalidade de acesso aberto, que compreende a disponibilidade e gratuidade de acesso por qualquer pessoa aos resultados de pesquisas científicas, sendo alternativa ao modelo tradicional de publicação, que restringe o acesso ao conteúdo, por meio do pagamento de assinaturas.

O último ponto avaliado considera a quantidade de artigos publicados por gênero, critério que posiciona UEM e UEL nas colocações 588 e 706 da classificação geral. No Brasil, elas estão ranqueadas em 17º e 23º lugares. Esse indicador contempla o número de mulheres autoras de artigos, assim como a proporção relativa ao total de autores vinculados a cada uma das universidades.

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