Projeto de docente da UniGuairacá possibilita pensar um novo jeito de ensinar matemática para pessoas com deficiência visual

Esse projeto foi selecionado e é fomentado pela Universidade de Columbia, por meio da Teachers College e Fundação Lemann

O ensino de matemática para pessoas com deficiência visual é sempre um grande desafio, principalmente nesse momento da pandemia. Entretanto, é possível pensar diferente.

A docente Lucia Virginia Mamcasz Viginheski, da UniGuairacá Centro Universitário, juntamente com os professores Dra. Sani de Carvalho Rutz da Silva (UTFPR), Dra. Elsa Midori Shimazaki (UEM e Unoeste) e Marcio Pascal Cassandre (UEM), idealizaram o projeto ‘Rethinking teacher education: fostering inclusive practices for visually-impaired students in mathematics classes’. “O objetivo é compreender o que acontece quando formas de ensino de matemática que apoiam o desenvolvimento e a aprendizagem de alunos com deficiências visuais são concebidas, desenvolvidas e implementadas em colaboração entre professores e pesquisadores”, explicou Lucia Virginia.

Esse projeto foi selecionado e é fomentado pela Universidade de Columbia, por meio da Teachers College e Fundação Lemann. Além do financiamento, o grupo tem recebido o apoio de pesquisadores norte-americanos, vinculados a essas instituições, com contribuições na organização das oficinas, no planejamento das ações conjuntas com os professores envolvidos no ensino de matemática para pessoas com deficiência visual. O objetivo é responder às questões: de que forma ensinar matemática, quais materiais utilizar e quais conhecimentos são necessários para pensar o ensino de matemática daqui para frente.

A professora Lucia Virginia explicou que trata-se de um projeto local, desenvolvido especificamente no Núcleo Regional de Guarapuava, sendo possível a sua disseminação para todo o Estado do Paraná. Além disso, o projeto possibilita o encontro dessas pessoas num mesmo espaço e a partir do próprio conhecimento delas, das ferramentas que elas já possuem, e também, do entendimento que elas têm dos seus alunos, da sua localidade, pensar a mudança do ensino da matemática para pessoas com deficiência visual.