Paraná já vacinou 88,25% dos profissionais de saúde com a 1ª dose

Dos 303.026 trabalhadores em serviços de saúde previstos no Plano Estadual de Vacinação, 267.443 já receberam a primeira dose, o que representa 88,25% do total. 42,64% também já receberam segunda dose

O Paraná está perto de encerrar a vacinação contra a Covid-19 de um dos grupos prioritários mais populosos previstos no Plano Estadual de Vacinação: os trabalhadores de serviços de saúde. Segundo a estimativa do Programa Nacional de Imunizações (PNI), elaborado pelo Ministério da Saúde para organizar a distribuição das doses de vacinas, são 303.026 profissionais da área no Paraná. Destes, 267.443 já receberam pelo menos a primeira dose – o equivalente a 88,25% do total – até a tarde desta quinta-feira (25). Já a segunda dose foi aplicada em 129.222 profissionais, correspondendo a 42,64% do total.

A vacinação deste grupo foi a primeira a ser iniciada no Paraná, no dia 18 de janeiro, quando sete trabalhadores do Complexo do Hospital do Trabalhador receberam sua primeira dose de Coronavac. A enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, de 44 anos, foi a primeira pessoa vacinada do Estado.

A vacinação começou com aqueles que estão na linha de frente, mas o grupo dos profissionais da saúde inclui todos os trabalhadores que atuam na área, seja em hospitais, clínicas, ambulatórios ou laboratórios, unidades de pronto atendimento ou unidades básicas de saúde.

Por isso, o grupo abrange não apenas médicos e enfermeiros que tratam diretamente de pacientes infectados pela Covid-19, mas todos os funcionários envolvidos no atendimento da população, como nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontologistas, fonoaudiólogos, psicólogos etc. Além deles, todos os profissionais técnicos e auxiliares, como os dedicados à limpeza, cozinha e segurança também estão incluídos.

Outros grupos prioritários também estão avançados na vacinação: idosos acima de 60 anos institucionalizados (92,35% já receberam a primeira dose e 76,28% ambas), população indígena (87,04% receberam a primeira dose e 74,04% receberam ambas), pessoas acima de 90 anos (64,19% receberam a primeira dose e 52,68% receberam ambas) e entre 80 e 89 anos (92,22% receberam a primeira dose e 15,17% receberam ambas).

Pessoas entre 75 e 79 anos também já apresentam um grau avançado de vacinação: a primeira dose já foi aplicada em 74,1% do grupo. Já os idosos na faixa etária de 70 a 74 anos já vacinados com a primeira dose são 12,23% do total. A segunda dose, nesses grupos, ainda é pequena devido ao intervalo necessário para aplicação das vacinas: elas foram aplicadas, respectivamente, em 0,4% e 0,09% dos grupos.

Todas as informações estão disponíveis no Vacinômetro (encurtador.com.br/cfKO2), nova plataforma online da secretaria estadual de Saúde que mostra em tempo real os dados da vacinação no Paraná.

VACINAS

Fabricada pelo Instituto Butantan e Sinovac, a vacina Coronavac deve ser aplicada em duas doses, com intervalo de 21 dias, para garantir a imunização. Até o momento, esta é a principal vacina recebida pelo Paraná em quantidade: foram 1.305.200 doses enviadas pelo Ministério da Saúde.

A outra vacina aplicada pelo Estado é desenvolvida pela Universidade de Oxford/Astrazeneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Neste caso, as duas doses devem aplicadas com intervalo de 12 semanas – demandando mais tempo para completar a imunização. Foram 195.250 doses do imunizante recebidas pelo Paraná – número que deve aumentar nas próximas semanas graças a um aumento no fluxo de produção pela Fiocruz.

NOVOS GRUPOS

A última distribuição de vacinas pelo Estado, na última segunda-feira (22), enviou 369,65 mil novas doses aos municípios para avançar na vacinação de idosos, ampliando o foco para todas as pessoas acima de 70 anos, além de iniciar a imunização das comunidades quilombolas.

O envio fez parte de uma nova estratégia seguida pelo Paraná por recomendação do Ministério da Saúde. A ideia é utilizar todas as vacinas disponíveis para aplicar a primeira dose e ampliar a base da população já vacinada. 

Com o aumento da produção de vacinas pelos laboratórios brasileiros, a expectativa é de suprir a demanda da produção da segunda dose dentro do intervalo de tempo de aplicação recomendado pelas fabricantes.