Chuva fica acima da média em Guarapuava no mês de junho, aponta Simepar

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O volume de chuvas registrado em Guarapuava foi de 237,4 mm em junho, bem acima da média histórica para o período, que é de 161,7 mm, conforme informações da estação meteorológica com mais de cinco anos de operação do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Aliás, o finalzinho do mês passado se tornou problemático para os guarapuavanos, com muito aguaceiro na cidade.

Já no distrito de Entre Rios, também em Guarapuava, junho teve 241,2 mm, contra a média histórica de 178,4 mm.

Entre a tarde do último sábado (28) e a manhã de segunda-feira (29), só para se ter uma ideia, foram registrados cerca de 78 milímetros de chuva. Segundo o secretário de Defesa Social e Mobilidade, Péricles de Matos, equipes da Defesa Civil, da Secretaria de Obras, da Secretaria de Trânsito e de outros órgãos municipais atuaram em 18 pontos da cidade, atendendo ocorrências como alagamentos e destelhamentos. “Em alguns locais houve acúmulo de água, mas o sistema de drenagem respondeu rapidamente, acelerando o escoamento”, destacou.

De acordo com o secretário, o planejamento realizado antes do período de chuvas foi fundamental para reduzir os impactos causados pelo alto volume de precipitação. Entre as ações preventivas desenvolvidas pelo município estão o desassoreamento de rios e arroios, a limpeza de galerias pluviais, a desobstrução de bueiros e a preparação de áreas com histórico de alagamentos.

Como resultado dessas intervenções, pontos que tradicionalmente registravam problemas de alagamento não apresentaram ocorrências durante o atual período de chuvas. Entre as ações realizadas pelo município estão obras de melhoria na drenagem em diferentes regiões da cidade, incluindo áreas do Centro que historicamente enfrentavam acúmulo de água durante períodos de chuva intensa.

Um dos exemplos é a rua Turíbio Gomes, na Vila Bela, onde as obras de infraestrutura contribuíram para melhorar o escoamento da água e reduzir os transtornos enfrentados anteriormente pela comunidade. As intervenções realizadas nesses locais fazem parte do conjunto de medidas preventivas adotadas pelo município para ampliar a capacidade do sistema de drenagem e minimizar os impactos causados pelas fortes chuvas.

PARANÁ
Cidades de todas as regiões paranaenses registraram volumes de chuva acima da média durante junho de 2026. As temperaturas no mês que marca a chegada do inverno ficaram dentro ou até 2°C abaixo da média em todas as estações meteorológicas do Simepar. O balanço foi divulgado pela instituição nesta quinta-feira (2).

Junho começou com maior presença de sol, mas várias frentes frias trouxeram chuva ao Paraná a partir do dia 10 de junho. Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas uma registrou volume de chuva abaixo da média histórica em junho de 2026: a que fica na Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, no Litoral, teve 10,2 mm a menos do que o valor médio para o período. Cidades como Capanema, Cândido de Abreu, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Ponta Grossa, São Miguel do Iguaçu e Ubiratã tiveram volumes acumulados de chuva em junho de 2026 pelo menos 100 mm superiores ao volume médio histórico para junho.

TEMPERATURAS
Já com relação às temperaturas, as estações que ficam em Altônia, Capanema, Cascavel, Cianorte, Foz do Iguaçu, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Loanda, Palotina, Pato Branco, Pinhão, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo, Ubiratã e Umuarama registraram valores médios em junho de 2026 mais de 2°C abaixo da média histórica. Todas as outras estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação tiveram temperaturas dentro da média, ou até 1°C abaixo da temperatura média histórica para junho.

O inverno começou no dia 21, e já nos dias 24 e 25 de junho as temperaturas mais baixas de 2026 até o momento foram constatadas em 27 cidades paranaenses, devido à presença de uma forte massa de ar polar. Além do frio, geadas amplas ou nevoeiros foram o destaque na maioria das cidades da metade sul do estado.

No dia 24 bateram o recorde de frio as cidades de Altônia (4,7°C), Assis Chateaubriand (3,7°C), Cascavel (0°C), General Carneiro (-2,8°C), Laranjeiras do Sul (1,1°C), Pato Branco (-1,3°C), Nova Prata do Iguaçu (2,9°C), Toledo (-1,3°C) e Ubiratã (1,9°C). No dia 25, a temperatura mais baixa de 2026 em todo o Paraná foi constatada pela estação meteorológica do Simepar que fica em Palmas: -3,5°C.

No mesmo dia, tiveram o amanhecer mais gelado do ano as estações meteorológicas do Simepar APPA Antonina (8°C), Capanema (0,5°C), Fazenda Rio Grande (0,4°C), Irati (1,2°C), Cruzeiro do Iguaçu (1,7°C), Foz do Iguaçu (1,2°C), Francisco Beltrão (-1,2°C), Guaíra (2,5°C), Guarapuava (-1,4°C), Lapa (-0,1°C), Palotina (-0,9°C), Pinhais (1,3°C), Pinhão (-1,5°C), Santa Helena (0,9°C), São Miguel do Iguaçu (2,9°C), Umuarama (2,2°C), e União da Vitória (-0,2°C).

TEMPESTADES
O mês terminou com intensas células de tempestade passando pelas regiões Oeste, Sudoeste, Campos Gerais e Centro-Sul do Paraná.

O Simepar classificou um tornado na categoria F2 da Escala Fujita na comunidade de Imbu, município de Reserva, às 23h de domingo (28). A velocidade do vento, superior aos 200 km/h, arremessou placas de trânsito e destroços de residências a mais de um quilômetro de distância, além de destelhar casas e derrubar diversas árvores.

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