Estelionatários usam nome do deputado Gilson de Souza para aplicar golpes

Criminosos se identificam como representantes ou assessores do parlamentar

O nome do deputado estadual Gilson de Souza (PSC), 2º secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, foi utilizado nesta semana por estelionatários para aplicação de golpes contra pessoas residentes no estado. A tentativa de estelionato acontece por meio de ligação telefônica e também por mensagem enviada pelo aplicativo WhatsApp.

Segundo informações repassadas por uma das vítimas, os golpistas entram em contato se identificando como representantes ou assessores do deputado. Na sequência fazem um convite à pessoa contatada para que ela participe de uma “live” com o parlamentar. O próximo passo dos estelionatários é solicitar o “código de segurança” do WhatsApp dessas pessoas. Acreditando que estão em contato com alguém da equipe do deputado, as vítimas informam esse código aos criminosos, o que possibilita a clonagem do aplicativo. 

A partir daí, os golpistas conseguem instalar o aplicativo em outro aparelho telefônico e tem acesso aos contatos e mensagens das vítimas. De posse dessas informações, o golpe avança mais um estágio com o envio de pedido de empréstimos de dinheiro para os contatos das vítimas. E algumas pessoas, de boa fé, acreditando que estão em contato com o verdadeiro proprietário daquela linha telefônica, acabam fazendo transferências bancárias.

O deputado Gilson lamenta a situação e reitera que nenhum de seus assessores realiza contato dessa natureza. “A internet, as redes sociais, os aplicativos de mensagens facilitaram muito a vida de todos no que diz respeito à comunicação. Por outro lado, nos deparamos com situações como essa, em que golpistas se aproveitam da boa fé das pessoas para tirar vantagem. Estejam atentos para esses falsos contatos e não deixem de denunciar caso sejam vítimas, pois só assim é que a polícia poderá combater esses crimes”, frisou.

O parlamentar orienta as pessoas que eventualmente receberam ligações com essas características e que efetivamente caíram no golpe, tendo o seu aparelho clonado, para que façam um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia de Crimes Cibernéticos. É muito importante que seja informado o número do telefone utilizado pelos golpistas, que originou a ligação, e também os dados bancários para depósito que foram passados pelos estelionatários.

****Assessoria/Alep****