Paraná defende antecipação da vacinação de trabalhadores da Educação no MS

No ofício, a Secretaria de Estado Saúde demonstra ainda uma defasagem de 78.400 doses que deveriam ser aplicadas ao grupo dos trabalhadores da área da saúde.

O pedido de antecipação da vacinação dos profissionais e trabalhadores da Educação foi apresentado ao Ministério da Saúde pelo Governo do Paraná. Nesta quarta-feira (28), o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, esteve em Brasília reafirmando a necessidade de adequação no calendário para que a imunização aconteça simultaneamente às pessoas com comorbidades.

“Entendemos a viabilidade de uma vacinação em paralelo. Esta tem sido a orientação do governador Ratinho Júnior. O Estado vem trabalhando com essa possibilidade. Temos seguido o Programa Nacional de Imunização e estamos apresentando este pleito ao Ministério”, afirmou.

Um ofício foi entregue ao secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, com o posicionamento do Paraná.

Recentemente, o governador Ratinho Júnior também esteve com o ministro Marcelo Queiroga apresentando demandas do Estado, como a revisão dos quantitativos de doses enviadas, que considerou o censo populacional de 2010, a recomposição do número de trabalhadores de saúde e agilidade na distribuição das vacinas.

Beto Preto destacou ainda que embora o Governo tenha a intenção de vacinar os professores para que as aulas presenciais sejam retomadas, a mudança na orientação e a garantia das doses precisa partir do Ministério da Saúde.

“Queremos vacinar os professores. Precisamos de vacinas. Vamos enfatizar esta posição do Paraná acerca da cobertura da Educação. Cabe ao Ministério essa revisão”.
A revisão, de acordo com o secretário, é viável, seguindo inclusive o novo entendimento da antecipação da vacinação das forças de segurança pelo próprio Ministério da Saúde.

“Precisamos de mais doses para que a gente avance rapidamente nos grupos prioritários. O próprio PNI antecipou essa cobertura para as forças de segurança. Da mesma forma, queremos que o Governo Federal já envie doses para que a gente inicie a vacinação dos trabalhadores da educação o mais rápido possível”, frisou Beto Preto.

O próprio cenário da pandemia também evidenciou maior número de trabalhadores da saúde. No ofício, a Secretaria de Estado Saúde demonstra ainda um defasagem de 78.400 doses que deveriam ser aplicadas neste grupo.

“A recomposição é necessária, pois tivemos aumento de serviços neste período do enfrentamento da Covid-19. Logo, a situação trabalhadores atuando também aumento”, disse o diretor-geral da Sesa, Nestor Werner Júnior, que também participou da reunião.