Situs Game Online Sbobet Hadirkan Perkembangan Baru di Tengah Tren

Memulai dengan situs game online menyediakan banyak jenis permainan ada slot online, sbobet, casino hingga colok bebas yang bikin siapa saja bisa ikutan dengan macam alternatif hadiah sekaligus. Nilai menang selalu bertambah dan semakin relevan membuat member bisa dapatkan keuntungan double.

Em cerimônia inédita em terra demarcada, Unicentro forma 1ª turma de Pedagogia Indígena

0 719

Uma conquista para entrar para a história dos povos indígenas do Paraná. 22 estudantes das etnias kaingang, guarani, guarani mbya e xetá colaram grau nesta semana na primeira formatura do curso de Pedagogia Indígena da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A diplomação foi, também, a primeira de um curso de graduação desenvolvido em uma terra demarcada na história do Estado. Ela foi realizada na comunidade de Rio das Cobras, no interior de Nova Laranjeiras.

A formatura é resultado de um extenso trabalho. Em 2022, após quatro anos de análises, o curso de Pedagogia Indígena passou pelo processo de reconhecimento do Governo do Estado. Ele recebeu nota 4,7, sendo a máxima 5, levando em conta os seguintes critérios: metodologia pedagógica, corpo docente e estrutura. A avaliação também recomendou que a universidade trabalhe para que o curso, criado para atender um ciclo, se torne permanente.

Há cinco anos, os integrantes da comunidade demonstraram o desejo de se capacitar ao cacique Ângelo Kavigtanh Rufin, principal liderança do local. Para atender a essa demanda, ele e uma comissão composta por moradores da terra indígena e por representantes do Departamento de Pedagogia da Unicentro entraram em contato com a reitoria, na época comandada por Aldo Nelson Bona, que hoje é superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná. “Ele disse que o curso iria acontecer”, recordou.

“Acompanhar a formatura, após esses anos, ajuda a mostrar como foi um ato grandioso aquele primeiro incentivo. É a primeira vez que uma universidade pública do Estado realiza uma solenidade de formatura na terra indígena, de um curso que aconteceu em uma terra indígena. Sem dúvida, é um marco para a história do Paraná”, disse o superintendente.

O atual reitor da Unicentro, Fábio Hernandes, disse que atender a reivindicação feita pelos indígenas era uma obrigação da universidade pela sua função social, que é transformar a realidade a partir das demanda da população. “Trouxemos o curso para dentro do local porque a graduação vai além de passar pela formação técnica, ela foi moldada para manter a cultura e preservar os costumes destes povos”, afirmou.

Foto: Unicentro

Adir Carlos Velozo, morador do local, representou a Fundação Nacional do Índio (Funai) na cerimônia. “A educação sempre foi a principal bandeira da comunidade. Agora nós vamos lutar por mestrado e doutorado”, completou.

Mariulce da Silva Lima Leineker, professora e coordenadora do curso de Pedagogia Indígena, acompanhou toda a trajetória acadêmica dos estudantes e e emocionou com a conquista. “A palavra que definiu esse momento é gratidão. Participar deste momento, fazer parte desta história, parte da vida destes indígenas. E a alegria de vê-los formados, pedagogos, colegas de trabalho”, afirmou.

HISTÓRIAS

Vanderleia Vygra Felipe lembrou dos obstáculos até a formatura. “Para mim foi difícil. Eu tenho duas crianças e eu tive que deixar a mais nova com a minha mãe em alguns momentos, mas esse esforço valeu a pena”, disse.

Iumar Martins Rodrigues, outro formado, reside em Guaíra, no Oeste, e precisou fazer alguns “bate-volta” até Nova Laranjeiras para assistir às aulas. “Eu sou um dos primeiros indígenas da minha região com esse diploma. É uma vitória para todos da minha comunidade”, disse. “Os professores foram a família que eu construí na universidade, que me acolheram nos momentos difíceis e me fizeram ficar até o fim”.

Ilda Cornélio era formada em Serviço Social, já trabalhava na área e teve dificuldade em conciliar o trabalho com os novos estudos. Ainda assim, conseguiu cumprir os prazos e compromissos e agora quer mudar de profissão. “Se surgir alguma oportunidade de trabalhar na área, eu pretendo aceitar, porque é por isso que persisti”, completou.

VESTIBULAR DOS POVOS INDÍGENAS

O Paraná é pioneiro no Vestibular dos Povos Indígenas. Foi o primeiro estado a adotar o processo seletivo indígena como política estadual, com a reserva de vagas suplementares para indígenas ingressarem no Sistema de Ensino Superior Público por meio da Lei Estadual nº 13.134/2001, modificada pela Lei Estadual 14.995 de 2006. Em maio, 265 estudantes indígenas estavam matriculados em cursos de graduação nas universidades estaduais e na UFPR.

Deixe uma resposta