Guarapuava, 17 de December de 2018
Entretenimento

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Com o volume 22 a caminho, o “Rock Soldiers” continua a ser um dos maiores projetos de rock underground do Brasil. Tanto pela diversidade (sonora e geográfica) quanto pela longevidade. Desde o seu surgimento em 1998, a ação coletiva é comandada pelo produtor gaúcho Marivan Ugoski, por meio de seu selo independente UGK Discos. De Norte a Sul e de Leste a Oeste, o Brasil se vê representado nas coletâneas organizadas por Ugoski. Inclusive, Guarapuava já deu o tom em edições passadas do Rock Soldiers. Graças à inclusão de bandas como Maquinária e Sentimentos Cegos. Circulando no mercado, o volume 21 não tem nenhum representante guarapuavano desta vez. Mas continua com a mesma diversidade geográfica: Piauí, Maranhão, Pará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia. São 17 propostas autorais, entre bandas e artistas solos, distribuídas nas 21 faixas do CD. Aliás, o próprio produtor comparece com a última faixa do disco, em parceria com o guitarrista Kilber Dias. Ugoski representa Caxias do Sul, base do Rock Soldiers. 18056445_862900830531592_3822605140297505908_o Faixa instrumental de Ricardo Primata tem groove e sons 'diferentes' (Divulgação/Thiago Monteiro) É um disco democrático, com espaço para rock cantado em português e inglês, indo do som mais pesado ao harmônico (com direito a experimentações cadenciadas); mas sempre com uma pegada cheia de atitude em boa parte das canções. A propósito, o músico Ricardo Primata se destaca com uma faixa instrumental cheia de groove e sons da floresta. Não por acaso, chama-se “No coração da selva”. Oriundo da Bahia, Primata é conhecido pela mistura de rock com sons nordestinos em seu trabalho autoral. Outro destaque do volume 21 é a faixa “Quem foi que disse”, da banda gaúcha Eletroacordes. O trio de Porto Alegre faz um tipo de rock com pouca distorção, puxado para a sonoridade setentista, mas com grande capacidade de agradar o público. Pelo lado mais pesado, desperta atenção o som maranhense do Torturizer. Com um thrash metal bem azeitado, o trio abre a primeira parte do CD com duas faixas “animais”. Marcelo Cunha O Torturizer vem com seu thrash metal do Maranhão (Divulgação/Marcelo Cunha) PRÓXIMO O “Rock Soldiers” já tem o volume 22 definido. São seis bandas de Minas Gerais, quatro de São Paulo, três do Rio Grande do Sul, duas do Distrito Federal, duas de Goiás, uma do Espírito Santo, uma do Pará e outra do Tocantins. A previsão de lançamento é para agosto deste ano. Segundo o Marivan Ugoski, o volume 23 ainda não abriu o processo de seleção de bandas/artistas. Mas nada impede o contato preliminar para saber mais detalhes do projeto: e-mail ([email protected]) ou Facebook. Texto: Cristiano Martinez Foto (capa): Divulgação [embed]https://www.youtube.com/watch?v=ymtLwyAei8E[/embed]