Guarapuava, 25 de maio de 2019
#curta!

Companhia viaja para sete cidades em comemoração aos 50 anos de atividades do BTG. Em Guarapuava, tour está programado para 5 de julho, com apresentação da coreografia “O Segundo Sopro”

-

Conhecida como “balé das águas”, a coreografia “O Segundo Sopro” é um dos espetáculos mais populares do Balé Teatro Guaíra (BTG).

Criado em 1999 pela coreógrafa paulista Roseli Rodrigues, falecida em 2010, o espetáculo será apresentado em Guarapuava no próximo dia 5 de julho.

É que o BTG está em turnê comemorativa de seus 50 anos de história. E a famosa “terra do lobo bravo” é uma das sete cidades contempladas pelo tour. A companhia já apresentou em Curitiba uma mostra de repertório com os maiores sucessos de sua história em seis sessões, com público de 13,2 mil pessoas.

“O Segundo Sopro” será no Teatro Municipal de Guarapuava (TMG), em 5 de julho (uma sexta-feira), às 20h.

É um dos espetáculos mais conhecidos do repertório do BTG e une elementos da natureza, como o vento, a água e as pedras, numa simbologia da própria existência.

Os bailarinos dançam, literalmente, sob uma cortina de chuva artificial, num palco coberto por um espelho d’água, que se constituiu, ao longo das apresentações, um dos momentos de maior impacto do balé.

TOUR

O Balé apresenta nesta sexta-feira (17), em Ponta Grossa, às 20h, no Cine Teatro Ópera, a peça “Carmen”. Depois, segue para Campo Mourão (24), Cascavel (31), Maringá (07/06), Guarapuava (05/07), Paranaguá (26/07) e Foz do Iguaçu (02/08). A entrada é gratuita.

Em todas as cidades também haverá oficinas técnicas e artísticas gratuitas para a população. A oficina técnica tem carga horária de 30 horas e aborda temas como iluminação e sonorização. A metodologia foi criada pelos profissionais do Teatro Guaíra e tem o objetivo de capacitar mão de obra para trabalhar em espetáculos culturais variados. Há atividades teóricas e práticas e os inscritos participam da montagem dos balés.

A oficina artística terá 9 horas de carga horária e será composta por aulas de balé e aprendizagem de parte da coreografia de Carmen.

As inscrições devem ser feitas diretamente nas secretarias municipais de Cultura de cada cidade e há 20 vagas para a oficina artística e 30 para a técnica. As atividades acontecem nos dias que antecedem os espetáculos.

Os alunos recebem ao final do curso um certificado de participação chancelado pelo Centro Cultural Teatro Guaíra.

“Carmen” é uma das tragédias mais conhecidas da história da arte (Cayo Vieira/CCTG)

DESCENTRALIZAÇÃO

A descentralização da cultura é um compromisso do Governo do Paraná. “O Teatro Guaíra é um espaço de todos os paranaenses, por isso a comemoração dos 50 anos do BTG não poderia acontecer sem uma turnê pelo estado”, diz a diretora-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra (CCTG), Mônica Rischbieter. A criação de oficinas se insere na diretriz da Secretaria de Estado de Comunicação Social e Cultura de democratização do acesso. “O Teatro Guaíra é reconhecido nacionalmente por sua excelência. Agora temos a oportunidade de levar essa expertise para a população do Paraná”, acrescenta Mônica.

O diretor-artístico do CCTG, Cleverson Cavalheiro, explica que as oficinas serão um espaço de troca de experiências. “Queremos passar um pouco do que apreendemos aqui para outros municípios e entender a realidade de cada local. É uma atividade nova e faz parte da proposta do Governo do Estado de levar a cultura para todos os paranaenses”.

Todas as cidades também receberão uma exposição que conta a história dos 50 anos do Balé Teatro Guaíra.

ESPETÁCULOS

O Balé vai apresentar três coreografias na turnê pelo Paraná: “O Segundo Sopro”, “Trânsito” e “Carmen”.

“Carmen” é uma das tragédias mais conhecidas da história da arte. A trama é tecida por Carmen, uma cigana sedutora, o toureiro Escamillo, o cabo da polícia Don José e sua noiva Micaela. A obra nos aproxima da realidade quando escancara o feminicídio, tão conhecido da nossa sociedade atual.

E, em “Trânsito”, tem-se a coreografia de Ana Vitória, que é inspirada na temática ritualística e tribal. Teve como fonte de pesquisa a diversidade de ritmos tribais de culturas distintas.

Veja Também