Guarapuava, 26 de janeiro de 2020
Esporte

Pela primeira vez, o ex-atacante profissional pisou nos gramados de Guarapuava, durante partida festiva no Waldomiro Gelinski. Mas antes do jogo, ele conversou com a imprensa durante coletiva na cidade. O CORREIO conversou com o craque

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Ídolo do Botafogo, onde conquistou seu título mais importante (o Brasileiro de 1995), Túlio Maravilha é certeiro com as palavras e mortal quando tem a bola sob os seus pés. Mesmo aos 50 anos de idade.

Artilheiro em todos os clubes por onde passou, o atacante deixou a sua marca na vitória do Selecionado Máster do Brasil contra o Batel Máster (3 a 1), em jogo comemorativo aos 200 anos de Guarapuava, no último sábado (7).

Mas antes da partida, Túlio participou de uma coletiva de imprensa na cidade.

Ele recordou que, em 2014, fez o milésimo gol de sua carreira profissional contra o Araxá, pela Segunda Divisão do Campeonato Mineiro. “Foi de pênalti, da mesma maneira que Pelé fez em 69, no Maracanã. Do mesmo jeito que Romário fez em São Januário. O meu também foi de pênalti”.

No entanto, a conta não parou aí. O ex-atacante alvinegro informa que, em janeiro deste ano, disputou a A3 do Paulistão com a camisa do Taboão da Serra. Nessa oportunidade, ele afirma que fez o gol de número 1.001 da carreira. “Encerrei a carreira profissional este ano com mil e um gols, antes de completar 50 anos [de idade]”.

A parada foi apenas profissionalmente, pois em jogos amistosos Túlio continua marcando seus golzinhos. Contra o Batel Máster, ele guardou o dele. “A gente brinca que, juntando os oficiais e os amadores, já passou o Pelé com 1.500”.

Inclusive, o projeto do Selecionado permite a craques como Túlio, Marcelinho Carioca, Mauro Galvão viajar pelo Brasil para conhecer cidades do interior, caso de Guarapuava.

Pelo Selecionado Máster do Brasil, Túlio (o 2º, da esq. para a dir.) jogou em Guarapuava ao lado de craques como Marcelinho Carioca (Foto: Secom)

TÍTULOS

Entre as glórias conquistadas em sua carreira profissional, Túlio disse que o título do Brasileirão de 1995 foi o mais importante.

Para quem não sabe, Botafogo e Santos fizeram uma “final em preto e branco” naquele ano, reavivando a histórica disputa dos tempos de Mané Garrincha e Pelé. Em 1995, Túlio era a maior estrela botafoguense; e Giovanni, o Messias, a santista.

Na primeira partida da final, o Fogão levou a melhor (2 a 1) no Maracanã. No jogo da volta, o placar ficou empatado (1 a 1) e o alvinegro carioca conquistou o título no Pacaembu. Mas com polêmica, pois o árbitro Márcio Rezende de Freitas validou um gol irregular de Túlio, que estava impedido.

“Só porque não tinha VAR [tecnologia utilizada hoje para reduzir erros de arbitragem], eu tenho culpa? Estava 20 cm impedido e aí? O nosso amigo Márcio Rezende não tem olho biônico, olho clínico. O bandeirinha também não teve a percepção de que estava um pouquinho adiantado. Eu sou muito rápido. A hora que pisca, não dá nem tempo”, brincou o ex-atacante.

Túlio também destacou que é o título mais importante do clube da Estrela Solitária, cujo aniversário da conquista fará 25 anos em 2020. “Está na hora do Botafogo sair dessa fila e não viver somente desse título”.

Além de Túlio Maravilha, a coletiva teve o ex-árbitro Margarida, César Prates e Mauro Galvão, que chegou depois (Foto: Cristiano Martinez/Correio)

GOLS

Entre seus 1.001 gols, Túlio destaca justamente esse do título de 1995.

Já pela Copa América de 1995, o atacante marcou de cavadinha contra a Argentina, após matada de bola com o “bíceps”. Novamente, gol legal.

E, pela Libertadores da América, um toque de classe. “Não foi de letra. Foi de ‘Tuletra’. É Túlio com letra”, classificou o ex-jogador, entre risadas dos repórteres.

Inclusive, ele lamentou que hoje esteja faltando mais alegria e irreverência no futebol.

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