Guarapuava, 21 de fevereiro de 2020
#curta!

A cerimônia de entrega das estatuetas douradas será neste domingo (9), com transmissão televisiva pela TNT (canal pago) e Globo (canal aberto). Mas costuma ser uma noite arrastada e interminável; por isso, o CORREIO sugere opções de filmes, séries e livros para aproveitar melhor o tempo

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Tapete vermelho (olha o comunismo!), discursos manjados, longos números musicais, piadinhas sem graça, estatuetas previsíveis... enfim, está chegando a noite de entrega do Oscar.

O prêmio mais importante de Hollywood também costuma ser o mais enfadonho. Pelo menos, a cerimônia em si. É muita pompa e circunstância de uma vez só.

Afinal, são três horas e meia de duração, varando a madrugada. Neste ano, a revelação dos vencedores (“...e o Oscar vai para...”) será neste domingo (9), a partir de 20h30, no canal a cabo TNT; ou de 23h56 em diante na TV Globo.

A boa notícia é que não haverá um apresentador fixo na 92ª edição. Talvez isso dê mais agilidade ao evento, como ocorreu em 2019.

Em todo o caso, deve durar em torno de três horas. É um tempo considerável, que daria para ser aproveitado de outras formas. Por isso, o CORREIO separou “três coisas pra se fazer enquanto rola o Oscar na TV” como sugestão para o leitor que não tem mais aquela paciência com o glamour de Hollywood.

Lembrando que não estamos criticando os filmes, atores, diretores ou produtores envolvidos nessa famosa premiação. A lista dos indicados está AQUI.

FILMES

Para quem não conseguiu ver os indicados ao Oscar no cinema, é possível corrigir parte disso com a Netflix. Este famoso serviço de streaming tem produções originais concorrendo ao Oscar 2020.

No espaço de três horas, é possível ver, por exemplo, o drama “História de um casamento”, no páreo nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz (Scarlet Johansson), Melhor Ator (Adam Driver), Melhor Atriz Coadjuvante (Laura Dern), Melhor Roteiro Original (Noah Baumbach) e Melhor Trilha Sonora (Randy Newman).

Mesmo vendo esse longa-metragem de cabo a rabo, ainda sobram uns 50 minutos. Dá pra ver um pedaço de “Klaus”, que disputa a estatueta dourada como Melhor Animação.

Ao invés dessas duas opções, o melhor conselho é “O Irlandês”, obra-prima dirigida por Martin Scorsese e com Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci no elenco. São as três horas e meia mais bem aproveitadas de um filme em 2020, até aqui.

O drama “História de um casamento” é uma produção original da Netflix (Foto: Divulgação)

MARATONA

Muito comum em tempos de streaming, “maratonar” é o hábito de assistir de uma vez só os episódios de uma série de TV. Antigamente, você tinha de esperar a exibição semanal de seu programa preferido; hoje é possível ver em sequência, quando quiser.

Novamente, a Netflix é o reino preferido para esse tipo de comportamento. Em 180 minutos (três horas de duração), o fã pode assistir aos oito primeiros episódios da 1ª temporada de “Friends”, uma sitcom de grande sucesso dos anos de 1990 e que também rende grande audiência no streaming. É garantia de mais risadas do que o Oscar.

Ou ainda aos primeiros episódios da 1ª temporada de “Stranger Things”, produção original da Netflix que se passa nos anos de 1980.

E, por fim, “Love, Death & Robots”, episódios curtos de animação no gênero de ficção científica. Eles podem ser vistos de maneira aleatória, pois são independentes. A duração varia de 6 minutos a 17 minutos. É possível consumir o “Volume 1”.

A sitcom “Friends” é um clássico da TV dos anos de 1990 (Foto: Divulgação)

LEITURA

A velocidade de leitura depende muito do leitor. Mas, no espaço de três horas, é possível absorver uma boa parte de um livro curto.

É o caso de “Onde os velhos não têm vez”, de Cormac McCarthy. A versão brasileira tem 256 páginas (editora Alfaguara). Como é uma narrativa ágil e enxuta, um leitor mais dinâmico e comprometido pode devorar boa parte ou até mesmo todo o material em 180 minutos.

Na premiação do Oscar de 2008, a adaptação para o cinema dos irmãos Coen levou quatro estatuetas.

Outra sugestão é o monumental “O poderoso chefão”, de Mario Puzo. Catatau de 462 páginas (editora Record), é um livro para iniciar sua leitura durante a cerimônia do Oscar e... não parar mais!

Nos anos de 1970, sua versão cinematográfica, que foi dirigida por Francis Ford Coppola, foi indicada em nove categorias e venceu em Melhor Filme, Melhor Ator (Marlon Brando) e Melhor Roteiro Adaptado. Clássico absoluto.

Livro de Mario Puzo deu origem ao filme dirigido por Francis Ford Coppola nos anos de 1970

 

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