Guarapuava, 25 de maio de 2019
Esporte

Em entrevista exclusiva a este CORREIO nesta terça-feira (14 maio), o presidente executivo do clube, Bernardo Feler, reclamou da falta de apoio do empresariado guarapuavano

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A entrevista do presidente executivo do Batel fez barulho nas redes sociais. Nesta terça-feira (14 maio), em primeira mão, Bernardo Feler conversou com este CORREIO sobre a situação do clube - SAIBA MAIS AQUI.

Bastante decepcionado e frustrado, o cartola batelino disse que esperava mais apoio do empresariado guarapuavano para manter o Rubro-Negro da Baixada em atividade.

Desde o segundo semestre do ano passado, Feler investe financeiramente no Batel. Ele montou o time que disputa atualmente o Campeonato Paranaense da 2ª Divisão, fez melhorias no Estádio Waldomiro Gelinski e abriu a primeira loja de produtos oficiais do clube.

No momento, o presidente executivo arca com gastos mensais de R$ 120 mil (entre salários de jogadores e demais despesas) para manter o Batel em atividade. Segundo ele, apenas uma empresa (a Promissor Seguros) contribui em espécie (R$ 1.000) todo mês; o restante são apoios pontuais para fornecimento de alguns produtos.

“Não estou tendo apoio da cidade. Tenho dos torcedores, que vêm e estão indo para o estádio. Mas eu estou falando financeiramente. Não estou tendo apoio e realmente está ficando pesado”, afirmou Feler, em entrevista publicada pelo CORREIO nesta terça.

Nesse cenário, o empresário não escondeu sua decepção com Guarapuava e a tristeza em caso de interrupção do trabalho desenvolvido até aqui. Por isso, ele começa a contar o prazo máximo de 15 dias para definir a continuidade do projeto tocado por ele no Rubro-Negro da Baixada.

A situação batelina comoveu torcedores que se manifestaram nas redes sociais do CORREIO, em comentários publicados na reportagem (em vídeo e texto) produzida pela equipe do jornal.

O presidente executivo do Batel conversou com a reportagem do CORREIO nesta terça-feira (14 maio) - Foto: Douglas Kuspiosz/Correio

MARCAS

A entrevista com Bernardo Feler foi divulgada na página oficial do CORREIO no Facebook, com link para o site do jornal (CLIQUE AQUI).

Dividido em duas postagens (vídeo e texto), o material alcançou mais de 13 mil pessoas até a manhã desta quarta-feira (15 maio).

Entre os comentários associados ao post, boa parte dos internautas “marcou” empresas de Guarapuava. Ou seja, o nome de alguns empreendimentos de médio e grande porte foram cobrados pelos torcedores para se manifestarem.

Até mesmo políticos foram mencionados nos comentários associados à publicação do CORREIO.

Inclusive, um dos manifestantes pediu apoio ao esporte de Guarapuava, afirmando que uma cidade do tamanho da “terra do lobo bravo” precisa de um time profissional.

CAMPEONATO

Em caso da interrupção do trabalho de Bernardo Feler, o Batel corre o risco de não terminar sua participação no Campeonato Paranaense da 2ª Divisão.

O dirigente já avisou que levará embora toda a estrutura montada por ele, incluindo também boa parte dos jogadores e o técnico Paulo Campos. Assim, o Rubro-Negro corre sérios riscos de não terminar o certame, que se prepara para o início da 2ª fase.

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