Saúde

Secretaria investe em matriciamento para reduzir mortalidade materno infantil

Entre as ações desenvolvidas estão estudos de casos, acompanhamento da rotina dos médicos e enfermeiros que trabalham com as gestações de risco, troca de experiências, e atividades práticas desenvolvidas na Clínica da Mulher
(Foto: Ilustrativa)

Reduzir a taxa de mortalidade materno infantil para apenas um dígito é a meta do novo Plano Operacional de Educação em Saúde. Em cinco anos, Guarapuava conseguiu reduzir em 41% a taxa de mortalidade. Em 2012, a taxa era de 19,38% óbitos a cada mil nascidos vivos e em 2017 essa taxa caiu para 11,43%. Para atingir esse objetivo, a Secretaria de Saúde deu início, em fevereiro deste ano, a um conjunto de ações envolvendo as equipes da Atenção Primária, que ficam nas Unidade Básica de Saúde (UBS), fornecendo o primeiro atendimento à gestante.

“É fundamental que essa porta de entrada para a gestante ofereça cada vez mais um atendimento humanizado e de excelência. Precisamos conhecer o máximo da gestante para encaminhá-la ao atendimento que ela precisa, por isso estamos investindo nesse setor”, frisou a secretária de Saúde, Renata Araújo Brito.

Segundo a diretora da Atenção Primária, Kelli Tramontina Edling, o Plano de Ação tem como objetivo identificar os fatores de risco para a mortalidade materna e infantil e, em seguida, aplicar estratégias que reduzam ou cessem esses fatores.

“Toda a equipe da atenção primária participa, médicos, enfermeiros, equipe do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), agentes comunitários, fisioterapeutas, psicólogos e dentistas. O atendimento à gestante é realizado por todos esses profissionais e precisamos da participação de cada um”, esclareceu Kelli.

“Os enfermeiros vão realizar o atendimento do Programa Mamãe Guará, visitando os hospitais e fazendo a mesma rotina do programa, enquanto os médicos vão realizar atendimento junto com os obstetras da clínica. O objetivo é fazer com que haja um matriciamento, ou seja, nivelamento no modo como é realizado o atendimento. Tudo isso para capacitar e fortalecer a atenção primaria para esse atendimento do pré-natal”, completou Kelli.

O projeto iniciou em fevereiro e segue até o final do ano. Os encontros são realizados em meio período e a cada dois meses para cada grupo. Os médicos que participam do matriciamento atendem a demandas agendadas, ou seja, o atendimento não será afetado. “Melhorar o atendimento da atenção primária é melhorar a relação do sistema de saúde com a mulher durante a gestação”, finalizou a secretária de Saúde.