Guarapuava, 15 de December de 2018
Cultura

Entre as ações planejadas pela diretoria da Academia de Letras, Artes e Ciências de Guarapuava está a publicação de um livro escrito pelos confrades e uma maior atuação nas comissões e comitês culturais do município

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Sede da Alac funciona em casa histórica (Foto: Arquivo/Correio)

A Academia de Letras, Artes e Ciências de Guarapuava (Alac) foi fundada no dia 24 de novembro de 2001, e desde então vem se consolidando como um instrumento de promoção cultural e de preservação da memória da “terra do lobo bravo”.

Durante as comemorações do 17° aniversário da academia, o professor e atual presidente do Instituto Histórico de Guarapuava (IHG), Ariel José Pires, irá tomar posse na 40ª cadeira da instituição, que foi fundada por Ary Antônio de Oliveira e tem Nelson Zaires de Guiné como patrono.

Claudio César de Andrade, presidente da Alac, pontua que será celebrado o convívio e a hospitalidade dos confrades e confreiras, que trocam experiências e contribuem para a formação cultural da cidade. “É um aprendizado”, resume o presidente.

Ele explica que a perspectiva histórica da instituição é preservar a “justa memória” da cidade. “Não só dos colonizadores, mas dos nativos que já estavam aqui. Celebrar essa memória e produzir materiais sobre isso”, acrescenta.

AÇÕES

Desde o ano passado, quando Andrade assumiu a presidência da academia, as mudanças foram constantes. Ele explica que um dos principais objetivos da sua gestão foi consolidar a sede da Alac, que foi cedida em comodato pelo Poder Público. “Fazer a casa ser um objeto de cultura, de música, poesia, literatura e saraus. Estamos conseguindo isso”, pontua, ressaltando que o espaço é aberto à população.

A confraria está planejando o lançamento de um livro escrito a várias mãos para o ano de 2019. A publicação será formada por mensagens do que os confrades viram, viveram e do que querem deixar para as novas gerações guarapuavanas.

“Queremos entrevistar nossos membros para que eles falem sobre o que eles fizeram. Será um livro de recomendações para um amanhã melhor”, esclarece.

Outra atividade planejada pela Alac será o lançamento de um documentário com entrevistas com os fundadores da academia. “É para dar maior visibilidade, com depoimentos sobre a criação da instituição”, acrescenta o presidente.

Claudio César de Andrade é o atual presidente da Alac (Foto: Douglas Kuspiosz)

COMISSÃO

Apesar de individualmente muitos confrades atuarem em comissões e comitês culturais de Guarapuava, Andrade explica que a tendência é que a Alac passe a se organizar para intervir positivamente nesses espaços. “A gente não quer só sentir e ouvir, mas pautar a cultura, dar opinião e fazer um lobby legítimo”, diz.

Além disso, a confraria também irá às escolas de nível fundamental e médio do município para “interferir positivamente na memória”.

“A juventude não conhece a história de Guarapuava, que é muito rica e precisa ser conhecida. E quem pode contar é quem preserva essa história”, diz, referindo-se aos membros da academia.

MEMBROS

Ariel José Pires irá assumir a 40ª cadeira da Alac nesta sexta-feira (7), mas as mudanças não devem acabar por aí. O presidente da instituição explica que ainda há mais vagas disponíveis, e que um edital deve ser aberto no próximo ano.

Todas as pessoas que possuem produção relevante na área da literatura, das artes ou da ciência podem inscrever seu currículo, que será avaliado por uma comissão. “A admissão de um confrade é o ato mais importante da academia”, finaliza.


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