Guarapuava, 11 de novembro de 2019
#curta!

A reunião que acontece em Curitiba busca aproximar os países para criação de mecanismos de cooperação nestas áreas. Participam representantes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul

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A integração de ações nas áreas de economia criativa e audiovisual estão entre os temas discutidos na quarta Reunião dos Ministros da Cultura do BRICS, que acontece nesta sexta-feira (11), em Curitiba. O secretário de Estado da Comunicação Social e Cultura, Hudson José, participou da abertura do encontro, no Museu Oscar Niemeyer.

O secretário afirmou que o Paraná tem interesse em investir na economia criativa para fomentar novos projetos e atividades culturais. “O Governo do Estado está trabalhando, para 2020, em uma série de ações que vai movimentar a economia criativa, que visa profissionalizar e estruturar as ações e promoções artísticas”, disse ele.

O secretário salientou que o evento consolida o Paraná como um polo importante de difusão cultural do Brasil. O encontro reúne o ministro da Cidadania, Osmar Terra; o diretor do Departamento de Museus e Relações Exteriores da Federação Russa, Vladislav Kononov; o ministro da Cultura da Índia, Prahlad Singh Patel; o vice-ministro da Cultura e Turismo da República Popular da China, Zhang Xu; e a vice-ministra de Esporte, Artes e Cultura da África do Sul, Nocawe Mafu.

Este ano, o Brasil está na presidência rotativa do bloco e tem a responsabilidade de conduzir reuniões e organizar eventos oficiais. O encontro acontece no Paraná por causa da 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, que segue até março do ano que vem e conta com a participação de artistas dos países do bloco.

POTENCIAL

No encontro foi destacado que os cinco países do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – têm potencial mercadológico e abrem uma gama de oportunidades para que setores da indústria criativa e do audiovisual encontrem novas parcerias e mercados para suas produções.

O ministro Osmar Terra ressaltou que a possibilidade de crescimento da economia criativa é grande e pode atingir uma participação maior no Produto Interno Bruto (PIB) desses países. “É uma área que vai muito além da cultura, ela movimenta a moda, artesanato e até o turismo. Os empregos que vão existir daqui a dez anos vão ter muito a ver com a economia criativa, as novas tecnologias e a inovação cultural”, disse.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, participa nesta sexta-feira (11) da 4ª Reunião de Ministros da Cultura do BRICS (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

MAIS CRESCE

Um dos setores que mais cresce no mundo, a economia criativa engloba diversas áreas, que abrangem e ultrapassam a produção de bens e serviços culturais. No Brasil, segundo dados da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o PIB Criativo representou 2,61% de toda a riqueza gerada em território nacional em 2017, o equivalente a R$ 171,5 bilhões. O setor gerou 837 mil postos de trabalho formais naquele ano.

COOPERAÇÃO

Por iniciativa brasileira, está sendo preparada uma carta de intenções para fortalecer a cooperação entre os países do BRICS no âmbito da economia criativa.

Além da troca de informações sobre eventos e estatísticas de atividades culturais, o instrumento visa facilitar a mobilidade intrabloco para profissionais do setor e aumentar a participação conjunta de seus representantes em mesas redondas, seminários e outros eventos sobre o tema.

De acordo com Osmar Terra, também está sendo estudado a criação de um canal para exibição de filmes produzidos no bloco, visando também abrir as portas desses países para as produções brasileiras. “É uma oportunidade muito boa de colaboração. Temos que explorar bem esse potencial porque isso se reverte em desenvolvimento econômico para o Brasil”, afirmou.

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