Guarapuava, 17 de novembro de 2019
Esporte

Anunciado oficialmente nesta segunda-feira (4 novembro), Baiano retorna ao comando técnico da equipe guarapuavana após cinco anos; ele participou das campanhas de 2010 e 2014, faturando duas vezes a Série Ouro do Paranaense

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Entre os torcedores do Clube Atlético Deportivo (CAD) na famosa “terra do lobo bravo”, o nome do técnico Eduardo Pacheco Coelho, o Baiano, parece ter sido uma unanimidade. Principalmente para aqueles que acompanharam a melhor fase do time, entre 2010 e 2014.

Não à toa, foi justamente nesse período que o Time de Guerreiros venceu por duas vezes a Série Ouro do Paranaense, e fez boas campanhas na Liga Nacional - no total, o técnico comandou a equipe de 2009 a 2011, e de 2013 a 2014.

Em entrevista ao CORREIO, Baiano garante que suas expectativas para reassumir a equipe são dentro da realidade do clube, mas “as melhores possíveis”. “Estou voltando para um lugar que conheço e gosto muito”, diz.

Após deixar o futsal guarapuavano, ele passou por times como Keima, Marreco, São Miguel Futsal e Faxinal Futsal. Em seu retorno, ele aponta que o primeiro objetivo é recuperar a credibilidade do CAD. 

“E, é claro, tentar formar uma equipe competitiva dentro do nosso orçamento. Vamos trabalhar muito, mas sempre com os pés no chão”, diz Baiano, acrescentando que ainda não discutiu o planejamento do próximo ano, mas isso isso será feito dentro das condições do clube.

DISPUTA

Passado o turbulento ano de 2019, o Time de Guerreiros entrará em quadras em 2020 para disputar a Série Prata, almejando o retorno à elite do futsal paranaense, a recém-criada Liga Paraná e os Jogos Abertos do Paraná, como já vem sendo uma tradição. 

“Esperamos que com a criação da liga os clubes sejam mais respeitados e tenham uma visibilidade melhor de suas marcas”, afirma o técnico. 

BALANÇO

Em uma nota divulgada à imprensa, o vice-presidente do CAD, Wallasse Farias, diz que a contratação do veterano é um sinal de que o clube quer mostrar credibilidade e resgatar a confiança de investidores e da torcida guarapuavana. “Vem para ser o carro-chefe do projeto”, resume, pontuando que toda a comissão técnica será formada por nomes da cidade. 

Em termos orçamentários, o dirigente aponta que “várias portas” estão se abrindo novamente e que a pretensão da diretoria é uma arrecadação próxima de R$ 40 mil mensais para o custeamento da folha. “Exceto custos básicos de documentação, despesas operacionais de viagens, arbitragem, alimentação e hospedagem”, explica Wallasse, projetando um montante de R$ 250 mil para 2020. 

A expectativa da diretoria é que a torcida abrace o projeto, já que o nome do técnico foi o mais pedido pelos torcedores em uma pesquisa realizada.

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