Guarapuava, 07 de dezembro de 2019
Economia

Atualmente, o órgão oferta mais de 50 vagas de emprego todos os dias, nas mais diversas funções; entretanto, uma parcela significativa de empregadores segue com as contratações por maior nível de qualificação, escolaridade, entre outros requisitos

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Dados recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram uma certa reação do mercado formal de emprego em Guarapuava. Em setembro, foram 123 novas vagas, puxadas por setores como Serviços e Comércio.

O primeiro gerou 97 postos de trabalho com carteira assinada ao longo do mês. Em outras palavras, isso significa que o número de contratações (463) ficou acima das demissões (366), o que representa uma alta de 0,74%. 

Já o segundo setor criou 53 novos postos de trabalho formal no maior município do terceiro planalto paranaense. Ou seja, 493 admissões contra 437 desligamentos em setembro, o que dá uma variação positiva de 0,45%. 

Em 2019, os números do Caged mostram que o município vem sofrendo com um ano ruim. Entre janeiro e setembro, Guarapuava perdeu 196 postos com carteira assinada. Ou seja, as 12.891 admissões ficaram abaixo das 13.087 demissões.

Diariamente, das 8h às 16h30, a Agência do Trabalhador de Guarapuava atende um público diversificado, com vagas disponíveis para homens, mulheres, jovens, idosos e pessoas portadoras de deficiência.

O órgão oferta mais de 50 oportunidades de emprego todos os dias, entretanto, as empresas cadastradas na entidade fazem uma pré-seleção de candidatos e, geralmente, optam por aqueles com maior experiência, qualificação e escolaridade.

“Geralmente, as empresas exigem pessoas com experiência. As médias e grandes empresas de Guarapuava já têm uma visão diferente, incluindo ainda mais as pessoas no mercado de trabalho”, ressalta o gerente da agência, Antonio Cezar Prestes, em entrevista ao CORREIO.

CADASTROS

A agência tem a responsabilidade de cadastrar todas as pessoas a partir dos 16 anos, desde que estejam portando a carteira de trabalho, que é o documento oficial para a realização do registro.

Antonio destaca que a principal recomendação aos candidatos é que busquem por qualificação.
(Foto: Ágata Neves)

“Aqui, pessoas de 16 anos para cima podem fazer o cadastro normal. A gente recomenda que a pessoa venha com a carteira de trabalho em mãos, que é imprescindível. Nós não fazemos atendimento sem a carteira de trabalho, além de um currículo bem preenchido e certificados de cursos ou algum outro documento que comprove experiência anexo ao currículo. Isso aumenta as chances do candidato ser contratado”, orienta Antonio.

JOVEM APRENDIZ

É importante destacar que não existe vínculo com jovens menores de 16 anos. Geralmente, estes são cadastrados no programa Jovem Aprendiz, que fica sob responsabilidade de órgãos como o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) ou com a Gerar, instituição que recebe vagas para a faixa etária.

“Muitas vezes, a escolaridade e a educação dele compensa na falta de experiência desses jovens. Têm muitas empresas que chegam aqui e querem saber quais cursos o jovem possui”, destaca o responsável pela agência.

OPORTUNIDADES

O ideal é que o candidato se atente às vagas, disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalhador. “Eu sempre digo para que as pessoas se qualifiquem, procurem cursos de qualificação, temos alguns totalmente gratuitos, e mostrar toda a escolaridade, porque é uma coisa que as empresas também exigem cada vez mais”, recomenda Prestes.

SERVIÇO

Das 8h às 16h30, a Agência do Trabalhador funciona para o cadastro e busca por novas vagas de emprego. Ela está localizada na rua Guaíra, nº 3.096, Centro, e os candidatos devem comparecer com a carteira de trabalho em mãos. Os interessados em alguma vaga devem entrar contato com o órgão pelo telefone (42) 3630-2200.

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