Serviços e construção puxam geração de empregos em Guarapuava no acumulado de 2026
No acumulado de 2026, o mercado de emprego formal em Guarapuava já realizou 19.848 contratações e 19.528 desligamentos. Com isso, o saldo até o momento é de 320 novas vagas com carteira assinada, o que representa uma variação de 0,70% e estoque mensal de 45.912. É o que revelam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O Caged constitui fonte de informação do mercado de trabalho de âmbito nacional e de periodicidade mensal. Foi criado como instrumento de acompanhamento e de fiscalização do processo de admissão e de dispensa de trabalhadores regidos pela CLT, com o objetivo de assistir os desempregados e de apoiar medidas contra o desemprego. A partir de 1986, passou a ser utilizado como suporte ao pagamento do seguro-desemprego e, mais recentemente, tornou-se, também, um relevante instrumento à reciclagem profissional e à recolocação do trabalhador no mercado de trabalho.
Na consulta da reportagem à base de dados, o setor de serviços puxou a geração de empregos no ano em Guarapuava. De janeiro a agosto, esse setor terciário, que é a área da economia que engloba todas as atividades voltadas à prestação de serviços e ao comércio, criou sozinho 859 novos postos, pois o número de admissões (7.291) ficou acima das demissões (6.432) no período.
Na segunda posição, figura a construção, que é o ramo da economia dedicado ao planeamento, projeção, execução, manutenção e restauro de edifícios e infraestruturas. Gerou 114 empregos no acumulado do ano na Capital da Cevada e do Malte; ou seja, 1.874 contratações e 1.760 demissões.
Do outro lado, três áreas ficaram no vermelho ao longo desses oito meses de 2026 em Guarapuava: agropecuária, -413; comércio, -183; e indústria, -57.
O cenário guarapuavano não é muito diferente do nacional. O crescimento foi verificado em todos os setores da economia brasileira, sendo mais forte no setor de Serviços, com 697.859 postos e crescimento de 3,05%; na Construção, com 200.431 postos e crescimento de 6,79%; e na Indústria, com 170.442 postos e crescimento de 1,90% no ano. A Agropecuária apresentou saldo positivo de 56.024 postos (+3,09%), e o Comércio, de 9.300 empregos (+0,09%).
Nos últimos 12 meses, de setembro de 2025 a agosto de 2026, o emprego cresceu 887.708 postos (+1,87%).
Considerando a geração de empregos no acumulado de 2026, os dados do Novo Caged apresentam crescimento de 2,41% no emprego no ano, que acumula, até agosto de 2026, um total de 1.134.033 postos gerados.

AGOSTO
No caso de Guarapuava, conforme consulta da reportagem, o mês de agosto registrou saldo positivo, com 177 novos postos. Este número é resultado de 2.766 contratações e 2.589 desligamentos no período.
Gerando 128 postos, serviços é o principal motor do mercado formal na Capital da Cevada e do Mate; seguido do comércio (+98). E a agropecuária contribuiu com 20 novos empregos. Na outra ponta, indústria e construção perderam 43 e 26 postos, respectivamente.
Já o mercado formal de trabalho nacional apresentou, em agosto, saldo positivo de 165.827 novos postos de trabalho, resultante de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos no mês. Com esse resultado, o estoque de empregos alcançou 48.244.696 vínculos em agosto e acumula, no ano (janeiro a agosto), saldo de 1.134.033 postos de trabalho, com crescimento de 2,41%.
No acumulado do ano, houve elevação do emprego nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas do país. O maior crescimento do emprego ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 697.859 postos formais de trabalho (+3,05%), seguido pela Construção, com saldo de 200.431 (+6,79%).
O saldo em agosto também foi positivo nos cinco grandes grupamentos, com destaque para o setor de Serviços (+110.346), Construção (+20.848), Indústria (+16.613), Comércio (+16.565) e Agropecuária (+1.452). O crescimento ocorreu também nos 24 estados, com destaque, em valores absolutos, para São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428). Em termos relativos, os maiores crescimentos foram registrados na Paraíba (+1,59%), no Amapá (+1,38%) e no Rio Grande do Norte (+0,92%).
Dos postos de trabalho gerados, 73,5% correspondem a vínculos típicos (+121.964) e 26,5% a vínculos não típicos (+43.863), majoritariamente trabalhadores com jornada igual ou inferior a 30 horas (+40.661) e aprendizes (+17.637).
UF
Os estados com maior saldo no acumulado do ano foram São Paulo (+306.883), Minas Gerais (+123.176) e Rio de Janeiro (+77.670). Em termos relativos, as maiores variações foram registradas no Amapá (+6,30%), Piauí (+4,27%) e Acre (+4,09%).
Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.