Inflação em Guarapuava registra variação de -1,52% em julho

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Acompanhando o cenário visto no Estado e nas cidades pesquisadas, a inflação em julho teve queda em Guarapuava. Os dados do Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas) apontam a marca de -1,52% na Capital da Cevada e do Malte, conforme consulta da reportagem.

Pepino (-39,50%), tomate (-33,94%), cenoura (-29,77%), batata-inglesa (-25,55%) e abobrinha (-23,74%) influenciaram na oscilação para baixo em terras guarapuavanas.

Regionalmente, o comportamento mensal foi de queda em todos os municípios pesquisados. A maior queda ocorreu em Umuarama (-2,79%), seguida por Londrina (-2,57%), Curitiba (-2,51%), Maringá (-2,17%), Cascavel (-2,01%), Foz do Iguaçu (-1,70%), Guarapuava (-1,52%), Ponta Grossa (-1,38%) e Pato Branco (-1,04%).

O subgrupo tubérculos, raízes e legumes registrou queda de 35,34% em Curitiba, de 29,14% em Cascavel, de 28,74% em Foz do Iguaçu, de 27,94% em Londrina, de 27,83% em Ponta Grossa, de 27,44% em Maringá, de 25,70% em Pato Branco, de 25,13% em Guarapuava e de 24,36% em Umuarama.

Por outro lado, o subgrupo leites e derivados registrou aumento de 1,79% em Ponta Grossa, de 1,45% em Foz do Iguaçu, de 1,28% em Maringá, de 1,05% em Curitiba, de 0,62% em Cascavel, de 0,53% em Londrina, de 0,39% em Umuarama e de 0,16% em Pato Branco, com relativa estabilidade em Guarapuava (-0,01%).

Em especial, os produtos com maiores altas no cenário guarapuavano são a melancia (34,23%), a manga (15,83%), o feijão preto (7,66%), o feijão carioca (6,71%) e a cebola (5,45%).

PARANÁ
O IPR – Alimentos e Bebidas registrou queda de 1,97% no mês de julho, destacando-se os recuos de 28,02% em tubérculos, raízes e legumes, de 1,56% em carne bovina e de 5,83% em carne suína, contribuindo, respectivamente, com -1,25 ponto percentual (p.p.), -0,26 p.p. e -0,21 p.p. para o resultado do índice geral.

Dentre os itens pesquisados, ocorreram quedas de 41,03% em tomate, de 31,37% em batata-inglesa, de 31,02% em pepino, de 25,76% em cenoura, de 21,18% em abobrinha e de 17,51% em laranja-pera.

A queda nos preços do tomate foi impulsionada pela maior oferta gerada pela safra de inverno. Quanto às carnes, segundo o Departamento de Economia Rural (DERAL), o preenchimento da cota de exportação de carne bovina para a China redirecionou parte da produção para o mercado interno, pressionando os preços para baixo. Na carne suína, o recorde de abates segue sustentando a oferta doméstica, mantendo os preços em patamares mais baixos.

Em sentido oposto, os subgrupos leites e derivados (+0,80%) e cereais (+0,81%) exerceram as maiores pressões de alta, com contribuição conjunta de +0,15 p.p. no índice de julho. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), a alta do leite e derivados reflete o repasse do preço pago ao produtor, que voltou a subir em julho. Nos feijões, a safra paranaense, 40% menor que a de 2025, mantém os preços do varejo em elevação.

Isoladamente, foram observados aumentos de 20,64% em manga, de 17,81% em melancia, de 8,70% em mamão, de 7,15% em banana-caturra, de 6,86% em cebola, de 5,99% em coração de frango e de 4,81% em feijão-preto.

O índice acumulado em 12 meses foi de 1,04%, ante 2,32% acumulado até junho. Sob essa métrica, sobressaíram-se as altas dos subgrupos tubérculos, raízes e legumes (19,44%) e hortaliças e verduras (13,24%). No outro extremo, registraram-se quedas acumuladas de 20,66% em carne suína, de 9,58% em ovos e de 8,90% em sal e condimentos.

METODOLOGIA
O Ipardes divulga mensalmente a variação do Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), composto por 91 produtos reunidos em 18 subgrupos e de abrangência para o Paraná e municípios de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama.

Os preços para o cálculo do índice são extraídos das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) emitidas por estabelecimentos comerciais e disponibilizadas pela Receita Estadual do Paraná, respeitando os critérios de sigilo fiscal.

A composição da cesta de produtos reflete o padrão de consumo de famílias com renda entre 1 e 40] salários mínimos, retratado pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2018. Para o cálculo do IPR – Alimentos e Bebidas são utilizados, aproximadamente, 2,5 milhões de registros de notas fiscais eletrônicas ao consumidor (NFC-e) emitidas por 583 estabelecimentos comerciais, distribuídos por nove municípios polos do Estado do Paraná.

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