Guarapuava tem a queda mais expressiva no Estado para a inflação de agosto: -1,25%

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Regionalmente, Guarapuava registrou a queda mais expressiva no Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas) em agosto: -1,25%. Seguida por Cascavel (-0,78%), Londrina (-0,63%), Maringá (-0,42%), Ponta Grossa e Foz do Iguaçu (-0,34%) e Pato Branco (-0,33%). Curitiba (0,14%) e Umuarama (0,31%) foram os municípios com alta no mês.

O subgrupo tubérculos, raízes e legumes registrou queda de 14,22% em Londrina, de 12,56% em Guarapuava, de 12,14% em Ponta Grossa, de 10,19% em Maringá, de 9,80% em Umuarama, de 9,36% em Cascavel, de 8,38% em Foz do Iguaçu, de 7,94% em Pato Branco e de 7,41% em Curitiba.

Por outro lado, o subgrupo leite e derivados registrou aumento em Umuarama (2,27%), Pato Branco (1,47%), Curitiba (1,34%), Maringá (1,12%), Guarapuava (0,95%), Londrina (0,77%), Ponta Grossa (0,75%) e Cascavel (0,06%).

No caso guarapuavano, conforme a consulta da reportagem, a abobrinha teve a maior queda, de -37,68%, em agosto. Depois, vem a maçã (-35,81%), a laranja-pera (-32,15%), o pernil (-29,40%) e o lombo/paleta suína (-26,98%). Do outro lado, os itens com maiores altas foram a cenoura (70,79%), o repolho (69,59%), a cebola (58,88%), o feijão preto (41,34%) e o feijão carioca (38,15%).

No Estado, o IPR – Alimentos e Bebidas registrou queda de 0,41% em agosto, puxada pelos recuos de 10,25% em tubérculos, raízes e legumes, 3,20% em carne suína e 2,62% em derivados de carne, que somados impactaram em -0,63 p.p. no resultado geral.

A melhora nas condições de produção e a consequente ampliação da oferta reduziram os preços de tubérculos, raízes e legumes. A ampliação da disponibilidade de suínos para o abate é o principal fator para a queda do preço da carne de porco.

Dentre os itens pesquisados, destacaram-se as quedas de 25,35% em batata inglesa, 12,96% em pepino, 12,71% em cenoura, 12,62% em cebola, 11,15% em repolho e 6,37% em abobrinha. Por outro lado foram registrados aumentos de 6,70% em tomate, de 5,38% em mamão, de 4,55% em banana-caturra, de 3,98% em arroz parboilizado, de 3,36% em melão, de 3,12% em coração de frango e de 3,05% em arroz branco.

No acumulado do ano, o IPR registra alta de 2,85%, e, em 12 meses o índice acelerou 1,21%, ante a variação de 1,04% acumulado até julho, sobressaindo-se as altas dos subgrupos tubérculos, raízes e legumes (16,66%) e hortaliças e verduras (9,61%). No outro extremo, registraram-se quedas acumuladas de 22,74% em carne suína, de 8,87% em ovos de galinha e de 7,15% em sal e condimentos.

12 MESES
O índice acumulado em 12 meses registrou alta nos seguintes municípios: Pato Branco (3,00%), Ponta Grossa (2,52%), Curitiba (2,04%), Foz do Iguaçu (1,25%), Cascavel (1,12%), Londrina (0,79%), Maringá (0,61%) e Guarapuava (0,37%); em Umuarama, ocorreu uma retração de 0,73%.

Sob essa métrica, o subgrupo carne bovina avançou em todos os municípios, liderado por Ponta Grossa (10,95%), Pato Branco (10,43%), Curitiba (9,75%), Guarapuava (7,41%), Cascavel (7,02%), Maringá (6,92%), Londrina (6,91%), Foz do Iguaçu (6,08%) e Umuarama (2,59%).

No outro extremo, a carne suína recuou em todas as praças, com destaque para Umuarama (-29,38%), Guarapuava (-24,35%), Maringá (-24,24%), Ponta Grossa (-23,27%), Londrina (-22,26%), Foz do Iguaçu (-22,21%), Pato Branco (-20,83%), Cascavel (-19,21%) e Curitiba (-18,30%).

Entre os itens, a cebola aumentou 105,33% em Maringá, 100,78% em Londrina, 81,56% em Pato Branco, 75,15% em Cascavel, 74,61% em Ponta Grossa, 73,30% em Curitiba, 58,88% em Guarapuava, 58,14% em Foz do Iguaçu e 56,43% em Umuarama. Já a abobrinha, recuou 37,68% em Guarapuava, 32,26% em Pato Branco, 32,00% em Curitiba, 28,89% em Ponta Grossa, 26,52% em Londrina, 25,54% em Maringá, 25,34% em Foz do Iguaçu, 24,77% em Cascavel e 24,56% em Umuarama.

METODOLOGIA
O Ipardes divulga mensalmente a variação do Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), composto por 91 produtos reunidos em 18 subgrupos e de abrangência para o Paraná e municípios de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama.

Os preços para o cálculo do índice são extraídos das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) emitidas por estabelecimentos comerciais e disponibilizadas pela Receita Estadual do Paraná, respeitando os critérios de sigilo fiscal.

A composição da cesta de produtos reflete o padrão de consumo de famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, retratado pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2018. Para o cálculo do IPR – Alimentos e Bebidas são utilizados, aproximadamente, 2,5 milhões de registros de notas fiscais eletrônicas ao consumidor (NFC-e) emitidas por 583 estabelecimentos comerciais, distribuídos por nove municípios polos do Estado do Paraná.

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