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Sergio Leone na faixa: quatro filmes de faroeste com acesso gratuito no streaming

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São filmes do diretor italiano Sergio Leone (1929-1989): uma trilogia clássica do western spaghetti e uma obra-prima do cinema ocidental. E tudo de graça! (claro, para quem acesso à internet de qualidade).

No universo dos serviços de streaming, é possível encontrar opções gratuitas de filmes e séries. É o caso da NetMovies, que pode ser acessada por aplicativo (disponível para smartphone e alguns modelos de smartv), site (www.netmovies.com.br/) e um canal no YouTube, que tem apenas parte do acervo.

No caso da obra de Leone, um dos principais cineasas da Itália, o espectador encontra no app dessa plataforma “Por um punhado de dólares” (1964), “Por uns dólares a mais” (1965) e “Três homens em conflito” (1966), que formam a famosa Trilogia dos Dólares. Além de “Era uma vez no Oeste” (1968), um dos maiores filmes de faroeste de todos os tempos. Em versões dubladas e legendadas.

A trilogia tem como espinha dorsal a presença do ator norte-americano Clint Eastwood. Até hoje, ele é idolatrado pelos amantes de filmes de bang-bang. Inclusive, décadas mais tarde Clint seria protagonista e diretor de “Os imperdoáveis” (1992), produção que ajudou a resgatar o gênero nos anos de 1990.

Porém, nos anos 60 do século 20 ele ainda era um jovem ator desconhecido do grande público. Nesse trio de filmes dirigidos por Leone, o norte-americano vive praticamente o mesmo personagem: um pistoleiro solitário, de poucas palavras, cara de mau e rápido no gatilho. Ah, sempre vestido com um poncho que esconde suas armas.

No primeiro longa-metragem da trilogia, o “estrangeiro sem nome” está no fogo-cruzado de duas famílias rivais em San Miguel, cidade mexicana que faz fronteira com os Estados Unidos. Muito espertamente, o pistoleiro passa a oferecer seus serviços para os dois lados. Essa fita também foi identificada como um remake não oficial de “Yojimbo” (1961), do diretor japonês Akira Kurosawa.

Em seguida, Clint Eastwood ganharia a companhia de Lee Van Cleef em “Por uns dólares a mais”. Ambos encarnam caçadores de recompensas no Velho Oeste. Claro que eles serão rivais, até certo tempo. Eles disputam a captura do perigoso Indio (Gian Maria Volonté, ator que participou das duas produções).

E, finalmente, “Três homens em conflito”. Este filme já foi chamado de “O bom, o mau e o feio” no Brasil. Tanto num título quanto noutro, tem-se a presença de Clint Eastwood (o bom), Lee Van Cleef (o mau) e Eli Wallach (o feio). Durante a Guerra Civil Americana, esse trio decide juntar suas forças para encontrar um tesouro escondido.

O encerramento do filme é um verdadeiro deleite para os aficionados por faroeste, com duelo tenso e distendido.

Duelo entre os personagens de Charles Bronson e Henry Fonda em “Era uma vez no Oeste” (Foto: Reprodução)

OBRA-PRIMA
Em “Era uma vez no Oeste”, Sergio Leone provou que não era apenas um diretor de western spaghetti. Não que seja ruim ser um cineasta associado à versão italianada do tradicional western norte-americano. Mas Leone foi mais longe.

Com Henry Fonda, Charles Bronson, Claudia Cardinale e Jason Robards nos papéis principais, “Era uma vez…” é uma produção que revisita elementos caros ao bang-bang. É um tempo de mudança de valores no Oeste, com a chegada da modernidade.

Toda a Trilogia dos Dólares e este último são embalados pela trilha sonora imbatível de Ennio Morricone (1928-2020).

Além desses quatro filmes de faroeste, a NetMovies também tem o menos conhecido “O Colosso de Rodes” (1961), estreia-solo de Leone na direção.

TEST-DRIVE
O CORREIO fez um test-drive do aplicativo, para aferir a navegabilidade da plataforma.

O principal problema da NetMovies é a presença de anunciantes, cuja propaganda pipoca do nada ao longo da exibição. É uma estratégia compreensível, pois se trata de um serviço de acesso gratuito e, portanto, precisa de propaganda para se manter. Mas é preciso repensar o modo como os “reclames” são inseridos. Em alguns casos, trava a continuidade do play, em modelos de smartv.

Outro entrave é a navegação pelo catálogo, que costuma ser limitada e confusa. Muitas vezes, não é possível retornar ao ponto em que o filme parou de rodar, quando a plataforma trava ou sai do ar.

*************Texto: Cris Nascimento, especial para CORREIO

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