Produtora está em campanha de financiamento coletivo para levar o filme em animação stop motion ‘Bob Cuspe’ à disputa pelo Oscar 2022

Baseado na obra do cartunista e ilustrador Angeli, “Bob Cuspe” é o segundo longa-metragem feito com a técnica de stop motion de toda a história do cinema brasileiro. Aliás, é o único latino-americano na lista de possíveis produções neste ano ao Oscar de Melhor Animação

A produtora independente Coala Filmes está em campanha de financiamento coletivo para levar a animação “Bob Cuspe – Nós não gostamos de gente” à disputa pelo Oscar 2022.

Baseado na obra do cartunista e ilustrador Angeli, “Bob Cuspe” é o segundo longa-metragem feito com a técnica de stop motion (captura quadro a quadro) de toda a história do cinema brasileiro. Aliás, é o único latino-americano na lista de possíveis produções neste ano ao Oscar de Melhor Animação.

“Vários outros filmes da lista são produções gigantes, feitas por estúdios poderosos que muitas vezes gastam mais dinheiro nas suas campanhas de divulgação do que na própria produção. Então tentar existir entre eles já é por si só uma atitude bem PUNK”, diz a divulgação no Catarse.

Assim, a Coala vem mobilizando apoiadores na campanha “Leve um Punk pro Oscar” para levantar fundos e divulgar o filme nos EUA. A lista com os cinco indicados ao prêmio máximo do cinema hollywoodiano sairá em 8 de fevereiro de 2022.

“A campanha consiste principalmente em convencer uma galera da pesada a falar do filme, meio que forçando a barra pra que mais e mais votantes se sintam quase que na obrigação de ver o filme antes de sair votando nos grandões… Nosso distribuidor nos EUA já está nos ajudando, temos uns parceiros locais que também estão nos apoiando”, mas, para fazer uma campanha pré-Oscar que seja efetiva, é preciso investimento.

A meta do projeto é levantar R$ 200 mil até 10/01/2022. As colaborações começam em R$ 60, com diversas recompensas. Veja AQUI.

FINANCIAMENTO
Segundo a Coala Filmes, há algum tempo o governo federal não repassa recursos aos filmes brasileiros qualificados na corrida ao Oscar. “Então viemos aqui no Catarse pedir a você que contribua da maneira de puder para tentarmos juntos continuar levando arte Brasileira pro mundo! E como agradecimento oferecemos recompensas especiais do filme que você poderá guardar de lembrança desse momento divertido da tentativa dos Udigrudi de tentar melar a festa dos grandões”.

O dinheiro arrecadado será utilizado em ações que criem a consciência e o burburinho da indústria chamando a atenção para o filme entre os eleitores da Academia e formadores de opinião, distinguindo o “Bob Cuspe” dos outros que disputam o Oscar® na categoria Longa-metragem de Animação.

SOBRE O FILME
Depois de premiado no Festival de Annecy, e de ser o primeiro latino-americano a receber o principal prêmio do Festival de Ottawa, os dois mais importantes do gênero animação, o brasileiro “Bob Cuspe – nós não gostamos de gente”, de Cesar Cabral, está na lista dos longas de animação elegíveis para o Oscar na categoria, que foi anunciada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

O filme é o único brasileiro na seleção, ao lado de 25 produções de diversos países, como EUA, Japão, China e Dinamarca. O filme já está em cartaz nos cinemas brasileiros e em breve estará em plataformas de streaming e na TV.

Na animação, feita em stop-motion, Angeli (à dir.) revela que passa por uma crise criativa (Foto: Reprodução)

O longa traz uma mistura de gêneros, como documentário, comédia e road-movie, e conta a história do protagonista, um velho punk, tentando escapar de um deserto pós-apocalíptico, que na verdade, é um purgatório na mente de seu criador, o cartunista Angeli, que passa por uma crise criativa. O filme conta com as interpretações de voz de Milhem Cortaz, Paulo Miklos, André Abujamra, Grace Gianoukas e Hugo Possolo e ainda com as vozes de Angeli, Carolina Guaycuru, Toninho Mendes e Laerte.

Evidenciando o humor e a estética típica da obra de Angeli, o longa alterna momentos de animação com depoimentos animados do próprio cartunista, combinando assim uma história de ficção de Bob Cuspe com o documental sobre o processo de criação do cartunista, que revisita o seu passado.