Paraná tem o 2º maior valor da produção pecuária do país e lidera galináceos, tilápia e bicho-da-seda
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje (30) os resultados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025. A pesquisa levanta, em todos os municípios do país, os efetivos dos rebanhos em 31 de dezembro, a produção de origem animal e a produção da aquicultura, com seus respectivos valores. Em 2025, o valor da produção da pecuária brasileira bateu recorde, com R$ 141,2 bilhões, alta de 6,2% em relação a 2024.
Nesse cenário, o Paraná reafirmou sua posição entre os principais pólos pecuários do país. Os seis produtos de origem animal investigados pela pesquisa geraram R$ 16,3 bilhões no estado, alta de 6,5% em relação ao ano anterior e 12,8% do total nacional. A aquicultura somou outros R$ 2,1 bilhões (+4,4%), 16,2% do valor nacional do setor. Juntos, os dois segmentos totalizaram cerca de R$ 18,5 bilhões, o segundo maior valor entre as Unidades da Federação, atrás apenas de Minas Gerais (R$ 29,7 bilhões).
O leite segue como o principal produto da pecuária paranaense. Em 2025, o valor da produção leiteira no estado chegou a R$ 12,7 bilhões, alta de 4,4%, o que representa 77,5% de todo o valor gerado com produtos de origem animal no Paraná e 14,2% do valor nacional do leite. Os ovos de galinha vêm em seguida, com 20,8% do valor estadual, seguidos pelo mel (1,3%), casulos do bicho-da-seda (0,2%) e ovos de codorna (0,1%). A lã tem participação residual.
Mais do que volume, o leite paranaense se destaca pela produtividade. Com 4,8 bilhões de litros produzidos por 1,1 milhão de vacas ordenhadas, o Paraná alcançou 4.297 litros por vaca ao ano, a 2ª maior produtividade do país, atrás apenas de Santa Catarina (4.398 litros) e 72% acima da média nacional (2.499 litros). O número de vacas ordenhadas no estado caiu 1,0%, mas a produção cresceu 3,9%, reflexo de investimentos em genética, manejo e tecnificação das propriedades. O Paraná respondeu por 38,5% da produção de leite da Região Sul, que voltou a liderar o ranking regional em 2025.
O leite paranaense também se destaca no preço. O valor médio da produção no estado ficou em torno de R$ 2,64 por litro, acima da média nacional de R$ 2,44, e fez com que a participação do Paraná no valor nacional do leite (14,2%) fosse maior do que a sua participação no volume (13,1%).
No detalhamento municipal, Castro, nos Campos Gerais, além de liderar o ranking nacional de produção de leite, tem o 2º maior rebanho de vacas ordenhadas do país (51,5 mil animais) e produtividade superior a 10 mil litros por vaca ao ano, cerca de quatro vezes a média brasileira. Com a força do leite, Castro gerou R$ 1,5 bilhão em produtos de origem animal, o 2º maior valor entre todos os municípios do país, atrás apenas de Santa Maria de Jetibá (ES), grande produtor de ovos.
Da região Centro-Sul, Pitanga figura na 5ª posição estadual e 33ª nacional, em termos de produção de leite.
MEL
Em 2025, o Rio Grande do Sul ultrapassou o Paraná e assumiu a liderança nacional em quantidade de mel, com 10,9 mil toneladas, contra 10,7 mil toneladas do Paraná, que cresceu 7,1% no ano. Em valor da produção, porém, o Paraná seguiu na frente: foram R$ 217,7 milhões, alta de 17,1%, o que corresponde a 17,9% do valor nacional do mel, enquanto o Rio Grande do Sul somou R$ 156,6 milhões. O preço médio do mel paranaense ficou em R$ 20,34 o quilo, 19% acima da média nacional (R$ 17,07) e 42% acima do gaúcho (R$ 14,32), o que indica a capacidade do estado de agregar valor à produção apícola.
Arapoti (2º) e Ortigueira (5º) estão entre os cinco maiores municípios produtores de mel do país. Em valor, os dois municípios aparecem na 2ª e na 4ª posições nacionais, respectivamente, e Bituruna e Prudentópolis também figuram entre os dez primeiros.
Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.