Os 399 municípios paranaenses apresentaram cultivos comerciais de olerícolas em 2025, sinalizando a diversidade e distribuição dos produtos da horta em quantidade e qualidade, conforme o mais recente boletim do Departamento de Economia Rural (Deral). Os cinco principais municípios paranaenses em ordem de importância com foco no Valor Bruto da Produção (VBP) foram São José dos Pinhais, Marilândia do Sul, Guarapuava, Colombo e Cerro Azul.
Em conjunto somaram 24,3 mil hectares (ha), donde colheu-se 726,4 mil toneladas (t) e geração de R$ 1,4 bilhão de VBP, respondendo por parcelas de 21,1% na área, 23,7% na produção e 24,8% no VBP estadual. (OLERI/PR 2025: 115,2 mil ha; 3,1 milhões (t) e R$ 5,7 bilhões).
“A relação destas localidades com o VBP das principais espécies olerícolas exploradas no Paraná é observada, principalmente, no cultivo da batata, tomate e cenoura, no entanto nos três municípios do entorno de Curitiba, a maior aglomeração urbana do estado, a gama de folhosas, brássicas e a mandioca/aipim para o consumo humano se destaca”, diz o boletim.
A batata e a cebola se destacam em Guarapuava. Já couve-flor, brócolis e repolho têm São José dos Pinhais como um grande produtor; Marilândia do Sul se especializou em cenoura, tomate e beterraba; já Colombo explora brócolis, alface e couve-flor enquanto a potência das colheitas nas hortas de Cerro Azul está concentrada na mandioca/aipim.
O município de Guarapuava tem na batata – em duas safras – sua líder, pois foram 138,0 mil t saídas de 3,6 mil ha e VBP de R$ 107,3 milhões, representando 74,0% da área, 69,9 % dos volumes e 53,0% da renda bruta somente com o tubérculo. A cebola por sua vez, com 33,1 mil t colhidas em 595,0 ha proporcionou um VBP de R$ 35,0 milhões, encampando 12,2% da superfície com hortícolas, 16,7% das colheitas locais e 17,3% do VBP, outras trinta e nove oleráceas são exploradas no município.
Com colheitas adicionadas à batata e à cebola, a atividade rendeu 198,5 mil t nos 4,9 mil ha possibilitando um VBP de R$ 202,2 milhões à chamada Capital da Cevada e do Malte.
Já São José dos Pinhais cultivou de 9,2 mil ha extraindo 238,2 mil t e gerou um montante bruto de R$ 562,2 milhões, com a couve-flor, a brócolis e o repolho dominando as lavouras. As parcelas da trinca foram de 49,5% na área, 50,8% nas quantidades e 38,4% no VBP do segmento no município, além de uma ampla gama de espécies cultivadas – 43 no total – em São José a fortaleza nos negócios do campo está na olericultura.
Cerro Azul tem na mandioca para o consumo ‘in natura’ (aipim) o foco de seus cultivos olerícolas, e participa com 51,6% do VBP, 65,2% das colheitas e 68,3% das áreas nas hortas do município, calculados através das 61,2 mil t extraídas, em 3,3 mil ha, e VBP de R$ 100,7 milhões. Outras 33 hortícolas são ofertadas pela localidade em uma área de 4,8 mil ha, cujas 95,3 mil t formataram R$ 195,2 milhões de VBP.
Em Colombo são 42 espécies cultivadas com uma renda bruta de R$ 200,8 milhões, movimentada pela produção de 57,6 mil t de olerícolas, em um espaço de 2,4 mil ha. O brócolis em 600,0 ha, a alface em 700,0 ha e a couve-flor em 240,0 ha proporcionaram colheitas de 10,8 mil t, 15,2 mil t e 5,1 mil t, respectivamente, assim como em série os valores foram de R$ 47,8 milhões, R$ 44,3 milhões e R$ 38,5 milhões. As três atividades representam 63,7% da área, 53,9% dos volumes colhidos e 65,1% do VBP colombense.
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