Com queda de 14%, importações do trigo recuam no 1º semestre no Estado

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As importações de trigo no Paraná recuaram no primeiro semestre de 2026, acompanhando a retração nacional. Segundo o boletim mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), o volume importado pelo estado foi de 413 mil toneladas, contra 481 mil toneladas no mesmo período do ano anterior.

Essa queda de 14% (ou 68 mil toneladas a menos) representou uma parcela da retração nacional observada pelo Agrostat/Mapa, que viu as compras brasileiras caírem de 3,57 milhões para 2,77 milhões de toneladas nos primeiros seis meses de 2026.

Havia expectativa de que este fosse um semestre de compras mais volumosas em função da redução na safra brasileira de 2025 e da projeção de uma colheita ainda menor para 2026. “Como essa antecipação não se confirmou, desenha-se um cenário de maior incerteza para o segundo semestre, período em que os moinhos precisarão efetivamente repor seus estoques. Com a necessidade de importação mais premente, as cotações internas devem ficar mais expostas à volatilidade dos preços internacionais e do câmbio”, diz o documento do Deral.

O Paraná, como maior parque moageiro nacional, tende a sentir esses impactos de forma mais amena que o restante do país. Isso ocorre devido à proximidade com a produção doméstica: nos estados do Sul, menos de 20% do trigo utilizado na moagem é importado, enquanto nas demais regiões esse percentual ultrapassa os 60%, de acordo com dados da Abitrigo.

EXPORTAÇÕES
O Paraná, conforme o boletim do Deral, fechou o primeiro semestre de 2026 com uma receita de exportações de US$ 8,9 bilhões, alta de 5% em comparação com o mesmo período de 2025. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo Complexo Soja, cuja receita avançou 18%, passando de US$ 3,05 bilhões em 2025 para US$ 3,6 bilhões em 2026.

O segundo principal grupo exportador do Estado, o de carnes, também apresentou desempenho positivo, com crescimento de 16% na receita. Juntos, o grupo carnes e o Complexo Soja responderam por mais de 70% da receita total das exportações paranaenses.

O Complexo Soja representou, individualmente, 40,4% da receita de exportações do Paraná no primeiro semestre. Entre os produtos que compõem esse grupo, a soja em grão foi o principal item exportado, com receita de US$ 2,43 bilhões, crescimento de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em seguida aparece o farelo de soja, que somou US$ 659,4 milhões em receitas, também com alta superior a 12%. Já o terceiro item mais exportado foi o óleo bruto de soja, cuja receita acumulada no período alcançou US$ 461,5 milhões, um crescimento superior a 73%, consolidandose como o produto de melhor desempenho comercial dentro do Complexo Soja.

Apesar do aumento da receita, o volume total exportado apresentou leve retração de 3%. Essa redução é reflexo, principalmente, do menor volume exportado de milho, que permaneceu no mercado doméstico, além da queda nas exportações de produtos florestais e de açúcar.

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