Corpo de Bombeiros orienta sobre cuidados e segurança de crianças nas férias escolares

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Durante o período de férias, as opções de lazer para as crianças se multiplicam, mas o tempo livre também traz um aumento significativo no risco de acidentes, tanto dentro de casa quanto em passeios. Este é o alerta feito pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), que reforça que a prevenção e a presença constante de um adulto são fundamentais para garantir a segurança dos pequenos.

Para que o período de descanso não seja marcado por ocorrências graves, é essencial adotar medidas preventivas e saber exatamente como agir caso um acidente aconteça.

Conheça alguns dos principais riscos e saiba como preveni-los:

AFOGAMENTO, QUEIMADURAS E QUEDAS

Estes acidentes representam perigos constantes no ambiente doméstico. O afogamento, por exemplo, pode ocorrer de forma rápida e silenciosa. Não é necessária uma piscina, pode acontecer também em banheiras ou até mesmo em baldes. Já as queimaduras costumam acontecer quando a criança tem contato com panelas ou com o fogão. No caso de quedas, o risco está associado ao acesso livre a locais altos.

Para evitar quedas, não se deve deixar escadas com fácil acesso, nem cadeiras e outros móveis próximos a janelas. Também é preciso atenção constante para que as crianças não subam em superfícies perigosas, como máquinas de lavar e mesas. Nas janelas, a instalação de grades ou redes de proteção é indispensável. Como os pequenos não têm noção de risco, uma queda pode ter consequências fatais. Em relação às queimaduras, a orientação é nunca deixar a criança sozinha na cozinha e manter os cabos das panelas sempre virados para a parte interna do fogão, impedindo que elas tentem puxá-los.

INTOXICAÇÃO E ENGASGO

A intoxicação costuma ocorrer pelo fácil acesso a produtos químicos e medicamentos. Já o engasgo é uma ocorrência frequente, principalmente entre os menores, mas que também pode afetar crianças mais velhas durante as refeições.

Os produtos de limpeza devem ser mantidos longe do alcance das crianças, em locais altos e fechados. E vale um alerta: a cor e aparência podem ser associadas a um suco ou iogurte pela criança. O mesmo cuidado vale para os medicamentos, que podem ser facilmente confundidos com balas. Por isso, é muito importante conversar com os filhos e explicar que aquilo é perigoso.

Para evitar engasgos, a recomendação é monitorar e não permitir que a criança corra ou pule enquanto come. As refeições devem ser feitas à mesa, com calma, e a brincadeira só deve ser liberada após o término da alimentação.

PASSEIOS, SÍTIOS E PRAIAS

Em viagens e atividades ao ar livre, os riscos naturais se somam às distrações cotidianas. A presença ativa do responsável é indispensável em qualquer ambiente próximo à água. Nesses locais de lazer, como praias, sítios ou rios, a ausência de supervisão torna o ambiente extremamente perigoso. Mesmo que a criança esteja usando boia, o adulto deve permanecer muito próximo, a no máximo um braço de distância dela.

O Corpo de Bombeiros também alerta para os fatores climáticos. A atenção deve ser redobrada em sítios, especialmente em períodos de chuva forte, quando pode ocorrer o fenômeno da cabeça d’água, fazendo o nível do rio subir ou a correnteza aumentar muito rapidamente. Ao notar qualquer mudança nas condições da água, saia imediatamente. Se estiver em um rio e começar a chover ou relampejar, saia da água e procure abrigo seguro em uma área coberta ou residência para se proteger de raios.

AGLOMERAÇÕES E DESAPARECIMENTO

Locais públicos com grande fluxo de pessoas exigem atenção exclusiva dos pais para evitar que os filhos se percam ou sofram acidentes.

A primeira medida é vestir a criança com roupas de cores chamativas para facilitar a visualização, mantendo o contato visual constante. A orientação principal é de atenção total, evitando distrações com o uso do celular ou conversas paralelas. Também é recomendável combinar um sinal com a criança, como um assovio ou chamado específico, para que ela saiba que deve retornar imediatamente ao ponto de encontro pré-definido.

Os responsáveis devem permanecer exatamente nesse último local combinado caso precisem esperar por ela. Se, mesmo com esses cuidados, a criança se perder, procure imediatamente os profissionais de segurança do local.

COMO AGIR EM CASO DE ACIDENTE:

Quedas: Fique atento aos sinais físicos e de comportamento. Se a criança perder a consciência, apresentar episódios de vômito após a queda ou sofrer ferimentos abertos graves, ligue imediatamente para o 193.
Queimaduras: A conduta correta depende diretamente da gravidade, extensão e profundidade da lesão. Se for apenas uma vermelhidão leve, resfrie a área com água fria corrente para interromper o processo de calor. Porém, se a área afetada for extensa, a criança pode começar a sentir muito frio devido à perda de temperatura corporal. Em casos de queimaduras de segundo grau, caracterizadas por bolhas ou desprendimento da pele, é necessário encaminhá-la ao hospital imediatamente.
Engasgamento: Faça imediatamente a desobstrução das vias aéreas utilizando as manobras de desengasgo recomendadas para a faixa etária da criança.
Intoxicação: As embalagens de produtos de limpeza trazem um número de telefone para contato em casos de emergência ou intoxicação. Além disso, os rótulos contêm as instruções de uso e primeiros socorros em caso de ingestão acidental. Esse cuidado de leitura prévia das orientações de socorro também deve ser aplicado aos medicamentos de uso doméstico.

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