Paraná elimina sífilis congênita em 210 municípios

Mais da metade dos municípios paranaenses eliminaram a sífilis congênita. A boa notícia marca o Dia Nacional de Combate à Sífilis, instituído no terceiro sábado do mês de outubro. Durante a semana, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), promove ações junto às Regionais para o enfrentamento à doença.

Nesta quinta-feira (14), durante evento online com profissionais de saúde e especialistas da área de infecções sexualmente transmissíveis, foram atualizados dados sobre a doença no Estado, além da divulgação dos 210 municípios que conseguiram eliminar a sífilis congênita, que é transmitida pela mãe ao bebê durante a gestação.

O enfrentamento à sífilis no Paraná conta com a integração e trabalho conjunto da Atenção Primária e Vigilância em Saúde. No ano passado, 134 localidades atingiram os critérios e indicadores mundiais de eliminação da transmissão da doença. Este ano, são 76 municípios a mais que alcançaram a Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical da Sífilis Congênita.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o combate à sífilis deve ser constante. “A meta é de que os 399 municípios do Estado atinjam os critérios exigidos, promovendo ações de prevenção,  qualificação e atenção ao pré-natal, tratamento e promoção da saúde sexual e reprodutiva”.

“Em razão do Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, estamos trabalhando com nossas equipes para que possamos efetivamente controlar esse problema de saúde pública. Certificar os municípios que já conseguiram atingir a meta de eliminação é um avanço e estímulo para que todos o façam. Queremos eliminar a doença em todo o Paraná”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.

Dados preliminares mostram que em 2020, a taxa de detecção de sífilis adquirida por 100 mil habitantes no Paraná foi de 60,7%. Em gestante foi de 17,6%; e de sífilis congênita de 5,2%.

“É importante informar que o tratamento não confere imunidade ao paciente e que a doença pode ocorrer a cada nova exposição com parceiro infectado”, explicou Mara Franzoloso, chefe da Divisão de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Sesa.

DIAGNÓSTICO

As infecções sexualmente transmissíveis (IST) podem ser diagnosticadas por meio de um teste rápido, oferecido gratuitamente pelas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento é realizado com a penicilina, mais conhecida por benzetacil.

Para a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Acácia Nasr, “a mobilização junto às Regionais de Saúde é muito importante. Os profissionais de saúde devem ficar atentos para que não haja transmissão vertical, que é a transmissão para os bebês durante a gestação e parto. Trabalhamos com várias ações o ano inteiro, mas neste dia, mantemos uma atenção especial no combate à sífilis”.

*****Informações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

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