Síndrome Pós-Covid: o que fazer para tratar sequelas do pulmão?

especialista aponta que alguns dos principais sintomas pneumológicos são fadiga e dispneia, principalmente nos primeiros meses após a doença, ao passo que podem ocorrer mialgia e fadiga em um tempo mais prolongado, chegando a mais de seis meses

Quem enfrenta os desafios de ter contraído a Covid-19 não passa por dificuldades apenas enquanto está com a doença. Depois de curá-la, há uma série de possibilidades que podem ocorrer com pacientes, nas mais variadas áreas: hematologia, cardiologia, neurologia, dermatologia e, claro, pneumologia. Esse conjunto de sequelas pode ser conhecido como Síndrome Pós-Covid. “Mesmo depois de sarar a doença, é preciso fazer exames e, dependendo, ter acompanhamento médico”, afirma o médico Elias Ribeiro, pneumologista e cirurgião torácico.

O especialista aponta que alguns dos principais sintomas pneumológicos são fadiga e dispneia, principalmente nos primeiros meses após a doença, ao passo que podem ocorrer mialgia e fadiga em um tempo mais prolongado, chegando a mais de seis meses. “E isso não é uma exclusividade de quem contraiu a forma mais grave, de quem precisou ser intubado. Pelo contrário, pacientes com sintomas leves, tratados no ambulatório, também podem desenvolver a Síndrome Pós-Covid”, afirma o especialista, referência em pneumologia em todo o Norte do Paraná.

Além desses sintomas físicos, muitos pacientes relatam situações psíquicas, como depressão, ansiedade e perda de memória. Tudo deve ser acompanhado de perto, indica Elias Ribeiro. “No caso dos problemas respiratórios, é tudo muito silencioso. E pode haver redução da capacidade pulmonar, o que se assemelha a uma doença restritiva que pode persistir por semanas”, diz o médico. Quando houver esse tipo de diagnóstico, sempre a partir de testes como oxiometria de pulso, tomografia de tórax, entre outros, o especialista poderá indicar o melhor tratamento.