Quando cansaço, desânimo e depressão são falta de vitaminas no corpo? Nutróloga explica

Sentir cansaço constante, desânimo ou queda no rendimento mental nem sempre é apenas consequência da rotina agitada. Diversos sinais podem estar ligados à deficiência de vitaminas essenciais, nutrientes que participam diretamente do funcionamento do cérebro, do sistema imunológico e do metabolismo energético. De acordo com a médica nutróloga Giovanna Spagnuolo Brunello, formada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e pós-graduada em Nutrologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, quando as vitaminas estão em falta, o corpo avisa e saber interpretar esses alertas é fundamental para recuperar a saúde.

“A deficiência de vitaminas do complexo B, especialmente B12, B6 e ácido fólico (B9), está entre as mais comuns. A B12 baixa pode causar fadiga intensa, falta de memória, formigamentos e até sintomas depressivos. A B6 e o ácido fólico estão ligados à produção de neurotransmissores, e sua carência pode se manifestar como irritabilidade, alterações de humor e dificuldade de concentração”, explica a especialista. Entretanto, outra vitamina muito conhecida, também merece atenção: a vitamina D. “Níveis baixos estão associados a cansaço persistente, dores musculares, baixa imunidade e maior risco de depressão. Como grande parte da população tem pouca exposição solar adequada, essa deficiência é hoje um problema de saúde pública silencioso.”

Já a falta de vitamina C, conforme a médica, pode causar maior suscetibilidade a infecções, sangramento gengival e dificuldade de cicatrização, além de uma menor produção de colágeno. “A vitamina A, por sua vez, quando deficiente, pode provocar ressecamento da pele, queda da visão noturna e redução da imunidade, enquanto a vitamina E está relacionada à proteção celular e, em níveis baixos, pode contribuir para fadiga e alterações neuromusculares.”

Giovanna ressalta a importância de repor a falta de vitaminas. Mas, para repor e recuperar, o primeiro passo é o diagnóstico correto, feito por meio de avaliação clínica e exames laboratoriais. “Depois, é preciso uma alimentação equilibrada e variada, que é a base do tratamento, com consumo adequado de frutas, verduras, legumes, proteínas e gorduras boas. E, na grande maioria dos casos, a suplementação é necessária, mas deve sempre ser individualizada e orientada por um profissional de saúde. Assim como a aplicação de injetáveis”, diz a médica.

Na avaliação da nutróloga, ignorar os sinais do corpo pode prolongar o sofrimento e comprometer a qualidade de vida, perpetuando sintomas como cansaço, fraqueza e rendimento mental mais lento. “Por isso, diante de sintomas persistentes como cansaço, tristeza sem causa aparente ou baixa imunidade, vale investigar além do óbvio. Muitas vezes, corrigir uma deficiência vitamínica é o primeiro passo para devolver energia, equilíbrio emocional e bem-estar ao organismo”, pondera.