Eita, mundo doce!

O sommelier de quitutes Paulão Stein devora novamente! Desta vez, seu alvo é o mundo encantado do típico doce de leite mineiro. Ele pesquisou, provou e selecionou os melhores em Guarapuava

Esfomeado leitor, impaciente leitora. Paulão tá de volta. Este é o único texto verdadeiramente sincero, glutão, voraz e em 1ª pessoa da crítica gastronômica brasileira. Por isso, não me estranhe e valorize as entranhas.

Nunca saio de casa sem meu kit de sobrevivência: garfo, faca, colher, pratinho, pimentas e guardanapo. A fome é de anteontem de ontem!

Após o sucesso de minhas dicas do clássico salgadinho coxinha (salve, salve, Dona Glória de Assis/SP), a missão do dia é escolher o melhor doce de leite de Minas Gerais. Você sabe, né, impávido leitor/leitora, quando se fala em doce de leite é o mineiro. O resto… hum, é resto.

E vou apresentar minha listinha sem sair de Guarapuava. O pessoal do CORREIO indicou, eu acreditei, fui atrás e me saciei! Vocês podem comer o legítimo doce mineirinho sem precisar viajar até MG. É verdade! Não é conversa de pão de queijo. Como diria Mano Brown, parafraseando, “você sai de Minas, mas Minas não sai de você”.

Em Gorpa City, tem uma lojinha muito simpática chamada Uai Produtos de Minas (fica ali, sô, na rua Azevedo Portugal, 421 – Sala 01 – Centro, pertinho do “cráçico” Pirata Lanches) – link: www.instagram.com/produtosdeminas.uai/. Adivinha quem atende no espaço? Claro que só podia ser um mineirinho, migrante e radicado em Guarapuava, uai!

Pois bem. A loja tem uma variedade danada de boa da culinária “made in MG”, com doces, queijos e quetais. Paulão, o Glutão, recomenda. Ou melhor, minha pancinha é quem manda.

Até então, as “dilícias” que me faziam o barrigão eram acessíveis na rede de mercados e padarias: as marcas Reserva de Minas e Portão de Cambuí. Enquanto a primeira é originária do município de Machado (MG), a segunda vem da cidade que lhe dá nome, no extremo sul de Minas (não confundir com o distrito de Cambuí, em Marialva, Paraná).

São doces de boa procedência. Saborosos. Mas não são lá, digamos, uma Brastemp. Podemos dizer que são a porta de entrada para o doce mundo mineiro.

Medalha de prata, na avaliação de Paulão (Foto: Reprodução)

O assunto fica mesmo sério quando passamos ao grupo que começa no Sabores do Grama, que é produzido de maneira caseira na pequena cidade de Santo Antonio do Grama, localizada na região da Mantiqueira. Foi lá que um talentoso grupo de doceiras se uniu para criar o Sabores.

Em seguida, aparece o Blu, de Barbacena, um produto cremoso e na medida certa. Dizem que já caiu nas graças dos guarapuavanos, que primam pela qualidade e exigência.

Mas, para o paladar bruto do Paulão, o pódio é assim: Majestic, em 3º lugar, oriundo de Alfenas, um dos mais conhecidos de Minas; e Senador, dizem que é o mais antigo do Estado e feito no município de Senador Firmino com muita cremosidade.

Medalha de bronze, na avaliação de Paulão (Foto: Reprodução)

E o 1º lugar fica com… rufem as colheres… Viçosa! É ciência com doçura, pois este manjar dos deuses é produzido no campus da Universidade Federal de Viçosa. É o açúcar na medida certa. Perfect!

E aí, qual é o seu doce de leite mineiro preferido?

**************Texto: Paulão Stein, colaboração especial ao CORREIO