Altos índices do LIRAa e LIA reforçam medidas de combate à dengue em Guarapuava

De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância em Saúde, Suzana de Souza, os focos triplicaram dentro da cidade e o aumento desses índices coloca Guarapuava em alerta, por isso, os cuidados necessários devem ser redobrados

De acordo com a Divisão de Vigilância em Saúde do município de Guarapuava, o aumento repentino no número de focos do mosquito Aedes Aegypti requer atenção da população de Guarapuava.

Hoje, o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti), responsável por calcular o número de focos em perímetro urbano, soma um índice de 1,3%, sendo o bairro da Vila Bela com maior número de focos . Já o LIA (Levantamento de Índice Amostra), responsável pelo cálculo em ambiente rural, soma 2,1%, com focos registrados principalmente em Entre Rios. Ambos os índices extrapolam o padrão do município, que regularmente apresentava uma média inferior a 1%.

De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância em Saúde, Suzana de Souza, os focos triplicaram dentro da cidade e o aumento desses índices coloca Guarapuava em alerta, por isso, os cuidados necessários devem ser redobrados. “Visto os novos números do município e a situação em todo estado, precisamos reforçar todos os cuidados para evitar a reprodução dos mosquitos e dos focos registrados. Por exemplo, apenas uma fêmea pode deixar mais de 600 ovos no ambiente”, esclarece Suzana.

Evitando o surgimento de novos focos

Para combater o atual índice e evitar o surgimento de novos focos , a Divisão de Vigilância em Saúde reforça os principais cuidados necessários dentro das residências: Manter lixeiras tampadas e protegidas da chuva; Lavar os potes de água do seu pet com água e sabão pelo menos duas vezes por semana; Manter o suporte de garrafão de água mineral higienizado e bem vedado; Manter os pratinhos dos vasos de planta limpos e com areia até as bordas; Evitar ter plantas que acumulam água; Manter os coletores de água da geladeira e ar-condicionado limpos; Evitar o acúmulo de água para em garrafas, lajes, calhas, piscinas, objetos decorativos, caixas d’água, cisternas, poços e qualquer entulho que possa acumular água.

Por fim, permitir que os agentes de endemia tenham acesso a sua residência ou estabelecimento comercial, para que o cálculo e o combate possa ser ainda mais preciso.