‘A vacina é a solução e a meta’, diz secretário de Saúde de Guarapuava

Em entrevista concedida ao CORREIO, Jonilson Pires ressalta a importância da imunização contra a Covid-19, e reforça que todos os imunizantes são seguros e importantes para o combate à pandemia do coronavírus

O secretário municipal de Saúde, Jonilson Pires, afirmou em entrevista ao CORREIO que a vacina contra a Covid-19 “é a solução e a meta” a ser alcançada em Guarapuava. O município tem avançado na imunização de grupos prioritários e da população em geral, que está na casa dos 46 anos ou mais.

Inclusive, a administração destacou que houve uma significativa queda no número de óbitos de idosos nos últimos meses. Em 2020, as mortes ficaram na casa de 72%; em janeiro, subiu para 79%. Com o início da imunização desse grupo, o percentual começou a cair em fevereiro, chegando a 23% em junho.

“Tanto nos internamentos, quanto nos óbitos, a gente teve uma evolução muito satisfatória, muito gratificante”, disse Jonilson. Essa etapa da imunização foi fechada com cerca de 86% de cobertura da população idosa, o que impactou nos dados epidemiológicos. “É uma evolução muito boa, que já reflete a imunidade que essas pessoas adquiriram”.

Na avaliação do titular da pasta, em meio ao sistema de bandeiramento instituído na cidade, que é determinado por uma matriz de risco, foi possível diminuir o avanço do coronavírus, que atingiu níveis críticos entre o fim de abril e início de maio.

“Nós passamos de um patamar em que nos meses de abril e maio transitávamos com uma média de 289 casos, e hoje estamos com uma média móvel de 70,57 casos. A partir da segunda quinzena de maio, começamos a ter um declínio de novos casos”, explicou Pires, pontuando que o reflexo das medidas de enfrentamento leva de 15 a 20 dias para ser perceptível. “Hoje nós estamos em uma situação controlável, muito controlável, tanto em termos assistencial, quanto de número de casos”.

No atual momento, há disponibilidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Guarapuava; um sinal disso foi a volta de atendimentos de urgência e emergência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Primavera. Em meados de maio, a unidade passou a receber casos de Covid-19, assim como a UPA do Batel.

“Nos últimos 12 dias, nós observamos que a demanda, ou seja, a procura por atendimento nas UPAs Primavera e Batel reduziu de uma forma considerável, e isso reflete que estamos tendo menor número de casos positivos, contaminados”, destacando a queda de 2 mil casos ativos para aproximadamente 1.110. “A tendência é que a gente consiga diminuir ainda mais esses casos durante esta semana”.

Na avaliação do secretário, em meio ao sistema de bandeiramento instituído na cidade, que é determinado por uma matriz de risco, foi possível diminuir o avanço do coronavírus (Foto: Douglas Kuspiosz/Correio)

IMUNIZAÇÃO
O secretário de Saúde é categórico ao afirmar que todas as vacinas utilizadas em Guarapuava são seguras e oferecem proteção contra a doença. Esporadicamente, segundo Jonilson, algumas pessoas pedem doses de uma determinada farmacêutica. No seu ponto de vista, isso “não convém” e é reflexo da desinformação sobre o grau de proteção das vacinas.

“Todas as vacinas têm boa eficácia e boa segurança. A diferença são percentuais mínimos entre a faixa de proteção com as duas doses da CoronaVac, da AstraZeneca e da Pfizer”, esclarece Pires. “Mas essa diferença tem muito a ver? Não. O importante é criar uma memória imunológica e evitar que você piore”.

É importante destacar que a imunização não impede que uma pessoa seja contaminada pelo vírus, mas confere memória e reforço imunológico, evitando o agravamento.

“Hoje, na situação que estamos enfrentando, a vacina que estiver disponível tem que ser feita. É segurança para todo mundo. Não dá pra escolher ‘marca’, preferência. A vacina é segura”, ressaltou.

CRONOGRAMA
Para esta quinta-feira (24), a Secretaria de Saúde informou que gestantes e puérperas serão imunizadas com a primeira dose, das 8h às 17h. A aplicação pode ocorrer na Central de Vacinação, em frente à Prefeitura, e na Clínica da Mulher.

Também estão sendo feitas as segundas doses da CoronaVac e da AstraZeneca, exclusivamente na Central.

Por enquanto, a vacinação dos demais grupos prioritários e da população em geral está suspensa por falta de doses.