Cristina Silvestri denuncia crise no fornecimento de energia elétrica e cobra providências da Copel
Durante a sessão plenária desta terça-feira (17), a deputada estadual Cristina Silvestri (PP) fez duras críticas à Copel. Ela cobrou providências diante dos constantes problemas no fornecimento de energia elétrica, especialmente no interior do Paraná.
Em pronunciamento na tribuna, a parlamentar destacou que a instabilidade no serviço tem causado prejuízos diretos ao setor produtivo, afetando desde produtores rurais até comerciantes e indústrias. “Quando a energia falha, os prejuízos impactam diretamente a produtividade, a renda das famílias e a economia do nosso estado”.
Cristina Silvestri relatou que oscilações de tensão e quedas frequentes têm provocado danos a equipamentos e perdas de produção, com registros de motores queimados, prejuízos em aviários e perda de produtos perecíveis. Segundo ela, a situação é recorrente e já foi formalmente denunciada por mais de 50 sindicatos rurais ao Sistema Faep/Senar-PR.
A deputada também citou um levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas. A consulta aponta que 85% dos municípios do interior estão insatisfeitos com a qualidade do fornecimento de energia. A consulta indica ainda que 38,7% enfrentaram mais de 20 quedas de luz nos últimos 12 meses e que a maioria fica mais de cinco horas sem energia a cada apagão.
O problema é estrutural e não se limita a eventos climáticos, segundo a parlamentar: “Muitos produtores relatam que as quedas acontecem mesmo sem tempestades ou ventos fortes, o que indica falhas na manutenção da própria rede”.
A demora no atendimento por parte da Copel e a dificuldade de comunicação enfrentada por consumidores em situações emergenciais também foram criticadas. De acordo com a deputada Cristina, há relatos de redes sem manutenção há anos e de demora na solução de chamados, mesmo em casos críticos.
Outro ponto levantado foi a exigência recente para que produtores rurais realizem a limpeza da vegetação próxima às redes elétricas, com base na chamada “Lei da Faixa Limpa”. Para a deputada, a medida transfere indevidamente à população uma responsabilidade da concessionária. “Além de injusta, essa prática é perigosa. Os produtores não têm preparo técnico nem equipamentos para atuar próximos à rede elétrica. Isso coloca vidas em risco”, alertou.
Cristina Silvestri reforçou que os prejuízos causados pelas falhas no fornecimento não podem continuar sendo arcados pelos produtores e empresários. “É hora de agir com urgência e responsabilidade para garantir que o Paraná rural tenha a energia que precisa e merece”, concluiu.